Mcquade, o Lobo Solitário (Lone Wolf McQuade 1983)
Chuck Norris em um clássico absoluto mesmo depois de 30 anos de seu lançamento [...]
HELLDRIVER (2010) CLÁSSICO GORE
Desde que George Romero criou seu clássico definitivo A Noite dos Mortos Vivos (1968), é praticamente impossível dizer quantos filme sobre o tema zumbi foram feitos até hoje, está aí um trabalho que nenhum historiador se aventurou até hoje. Helldriver é uma das mais divertidas referencias ao estilo zumbi. Um George Romero com anabolizantes . [...]
DEIXEM AS BALAS VOAREM
Esse filme estreou em 2 de março no mercado americano e como fã do grande ator Chow Yun-Fat não poderia deixar de destacar este filme chinês de 2010 dirigido por Jiang Wen (A Arma Perdida, Guerreiros do Céu e da Terra, Os Demônios Batem na Porta)[...]
E AGORA DC COMICS? LIGA DA JUSTIÇA vs VINGADORES
Depois do estrondoso sucesso do blockbusters Vingadores, surgem vários rumores sobre o desespero da Warner em colocar o projeto Liga da Justiça como prioridade. A DC Comics sempre achou que tinha os heróis mais rentáveis, que os da Marvel, e que não precisava se preocupar com Vingadores[...]
EU ODEIO O NOVO 007
Todas as pessoas tem direito de não gostar de alguma coisa e tem o direito de discordar, em 2005 eu criei a comunidade no quase finado orkut (Eu Odeio o Novo 007), e não fui o único já que existe o site Daniel Craig is not Bond.com que está no ar a todo vapor.[...]
ANIMAÇÃO RUIN (2012)
Dois anos foram necessários para a realização desse curta, criado por Wes Ball nos estúdios Oddball Animation, a animação RUIN é um espetáculo visual pós-apocalíptico com fortes influências de filmes como Fuga de Nova York (Escape from New York) filme dirigido por John Carpenter em 1981.[...]
RESIDENT EVIL CAFE BAR
Já imaginou comer num restaurante temático baseado na série Resident Evil. Situado no município de Shinjuku, no Japão, o estabelecimento foi batizado de Capcom Bar.[...]
DIRTY LAUNDRY - A volta do Justiceiro
Parece que Thomas Jane está com saudades de sua época de Justiceiro, Jane apareceu na San Diego Comic-Con com um fã-filme completamente não-oficial que gira em torno do personagem. O curta chamado DIRTY LAUNDRY [...]
HELLBOY realiza sonho de um garoto de 6 anos
Ator Ron Pearlman famoso por seu personagem Hellboy, deu um exemplo que muitos atores metidos a estrelas deviam seguir. Junto com Make-a Wish Foundation,
uma fundação que ajuda crianças com doenças graves a realizar sonhos. [...]
Se existem um homem que pode ser considerado o primeiro veloz e furioso do cinema seu nome é Burt Reynolds. Com seu famoso Bandido fez do filme Agarre-me se Puderes (Smokey and the Bandit, 1977) um cult obrigatório a todo fã de uma boa perseguição de carros. Se todo mundo hoje adora o carisma de Robert Downey Jr na armadura do Homem de Ferro , assista Agarre-me se Puderes para conferir que Burt Reynolds já tinha feito isso antes usando apenas um carro o famoso Pontiac Trans Am 1977.
A famosa trilogia do Bandido fez a alegria de muitos na sessão da tarde, o primeiro filme Agarre-me se Puderes (Smokey and the Bandit, 1977) é um clássico cult irretocável , mesmo nos dias de hoje mantém todo seu charme, sua seqüência Desta Vez te Agarro (Smokey and the Bandit II, 1980) elevou ainda mais a comédia. O terceiro filme Agora Você Não Escapa (Smokey and the Bandit Part 3, 1983) conta apenas com uma aparição relâmpago de Burt Reynolds. Eu particularmente gosto do terceiro filme, fica como uma homenagem amalucada ao primeiro e segundo filme.
Mas vamos ao que interessa as curiosidades a respeito filme são melhores que qualquer elogio feito, algumas alguns já devem saber mas tem outras que vão surpreender.
Agarre-me se Puderes (Smokey and the Bandit, 1977) que na época de seu lançamento foi a maior bilheteria do cinema daquele ano nos Estados Unidos atrás apenas de Star Wars. Financiado com US$ 4,3 milhões dólares arrecadou US$ 126.737.428 milhões dólares, ficando em segundo fez comer poeira filmes como Contatos Imediatos de Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind, 1977) e até mesmo 007 - O Espião que me Amava (The Spy Who Loved Me, 1977).
O diretor e ex-dublê Hal Needham originalmente iria usar Jerry Reed para interpretar o Bandido, e o filme teria sido um filme B de baixo orçamento. Dado o fato de Needham ter sua carreira predominantemente como dublê ele tinha grande dificuldade em obter quaisquer aval dos estúdios ou produtores para levar seu projeto a sério. Mas quando seu velho amigo Burt Reynolds leu o roteiro e aceitou fazer o filme, ele se tornou uma super-produção. Nesse caso, Reed conseguiu o importante papel de apoio de caminhoneiro Cletus Snow (Homem de Neve). Jerry acabaria por ser promovido ao status de Bandido no terceiro filme, em que Reynolds só faz uma aparição rápida. Reynolds na época era a estrela número 1 nas bilheterias, levando para casa US$ 1 milhão de dólares para seu papel deixando Needham apenas com US$ 3,3 milhões para fazer o filme.
No Brasil duas coisas contribuíram ainda mais para o status de cult, além da criatividade absurda de traduzirem "Smokey and the Bandit" para "Agarre-me se Puderes", os outros dois filmes mantiveram essa idéia genial e viraram "Desta Vez te Agarro" e "Agora Você Não Escapa". Outro fator da época foi a dublagem irretocável dos personagens, mas o destaque fica por conta da dublagem do xerife Buford T. Justice (interpretado por Jackie Gleason). No Brasil o xerife foi feito pelo famoso dublador Ionei Silva que já dublou O Mestre dos Magos no desenho Caverna do Dragão e Christopher Lloyd em De Volta Para o Futuro II. Tudo bem que ele fez vários clássicos do desenho e do cinema, mas aqui ele estava inspiradíssimo, umas das dublagens mais inspiradas já feitas no Brasil.
E falando sobre o xerife o diretor Hal Needham já deu entrevistas onde disse que 75 por cento do que o ator Jackie Gleason disse eram frases criadas pelo próprio ator. Como disse o diretor: "Quem sou eu para dizer ao mestre o que é bom e o que é ruim, você sabe? A maioria de seus diálogos vieram direto de sua cabeça. Você sabe coisas como: "Não há nenhuma maneira que você tenho sido feito por mim", e, "A primeira coisa que vou fazer quando eu chegar em casa é dar uma coça na sua mãe". Ele chamou seu filho de um "Bosta de Carrapato", (No original). Ele tinha todos esses tipos de coisas engraçadas, foi maravilhoso."
Quando o filme foi ao ar na TV dos EUA no início dos anos 80, a censura caiu em cima justamente nas frases do xerife, que foram consideradas ofensivas. A mudança mais notável foi a substituição da muitas vezes falada frase "sumbitch" de Buford com a frase nonsense "bum scum" ou no literal "bunda suja". Esta frase alcançou um nível de popularidade com as crianças tão grande, que a Hot Wheels liberou uma versão do Firebird Trans Am 1970 com a frase "bum scum", estampada em sua cauda de 2007.
"Buford T. Justice" era o nome de um real policial rodoviário da Flórida conhecido do pai de Burt Reynolds, que já foi chefe de polícia na vida real. De fato o pai de Burt foi a inspiração para a palavra "sumbitch", já que essa frase era muito usada e que Gleason proferiu muitas vezes durante o filme.
O apelido "Smokey" é uma gíria de rádio na faixa cidadão para policiais patrulheiros estaduais por causa de seus chapéus. A maioria dos estados usam, é chamado "chapéus de campanha" ou com "vinco montana". O chapéu com esse tipo de vinco é de final do século 19. Ele chegou a ser chamado de "Chapéu Urso Fumaça", após o Serviço Florestal dos EUA começou a publicar cartazes de seu mascote vestindo um em 1944.
O filme fez o Pontiac Trans Am um superstar. As vendas saltaram de 68.745 em 1977 para 93.341 em 1978. O famoso carro da Super Máquina (Knight Rider) o KITT, foi uma terceira geração modificada do Trans Am.
Segundo o diretor Hal Needham, a Pontiac deu-lhes três Trans Ams e dois Bonneville (carro de patrulha do xerife) com os quais rodaram o filme.
Needham diz que um dos Trans Ams foi completamente destruído durante a famosa cena do salto na ponte.
O Trans Am para o salto da ponte foi equipado com um foguete, o mesmo tipo que foi usado por Evel Knievel durante seu fracassado salto sobre Snake River Canyon. Tanto que o nome de Knievel é citado pelo Homem de Neve durante o filme. O Diretor Hal Needham, foi também um pára-quedista durante a Guerra da Coréia. As acrobacias de Needham podem ser vistas em filmes como A Conquista do Oeste (How the West Was Won, 1962), A Ponte de Remagem (The Bridge at Remagen, 1969) e Pequeno grande homem (Little Big Man, 1970).
Após a estréia do filme de Burt Reynolds foi prometido um Trans Am para o resto de sua vida pelo presidente da GM. No entanto, o Trans Am nunca chegou, e quando Reynolds contatou a GM, disseram-lhe que o presidente anterior da GM que tinha feito essa promessa havia falecido, e o atual presidente da GM não iria respeitar o acordo. Reynolds teve que comprar um. Em 2014, devido a dificuldades financeiras Reynolds colocou em leilão sua vasta coleção de obras de arte e memorabilia, incluindo o Trans Am.
A famosa cena do Trans Am atravessando o campo de futebol com crianças jogando, foi a cena que quase infartou o diretor Needham, já que a equipe de filmagem não sabia que a grama tinha acabado de ser regada e o carro quase derrapou na multidão de extras.
Needham surgiu com a idéia para o filme depois que ele soube que o transporte de cerveja Coors a leste do Mississippi era crime de contrabando. Um artigo de 1974 (três anos antes de o filme) explicou porque a Coors era tão procurada e porque as pessoas pagavam um preço tão alto por ela - ela não continha estabilizantes e conservantes. O artigo explica que o vice-presidente Gerald Ford escondeu Coors em sua bagagem depois de uma viagem para o Colorado, para levá-la de volta para Washington. O presidente Eisenhower teve um fornecimento estável levado de helicóptero para Washington pela Força Aérea. A falta de aditivos e conservantes significava que Coors tinha o potencial para estragar em uma semana, se não fosse mantida fria durante todo o seu transporte e armazenamento ao seu destino. Isso explica o prazo de 28 horas do Bandido.
A cena do lanche na parada de ônibus não estava na história original, foi idéia de Jackie Gleason. Onde o xerife Buford T. Justice pede o famoso sanduíche Diablo e um Dr.Pimenta, aparentemente, um "sanduíche Diablo" é como um "Sloppy Joe" sanduíche de carne moída, mas mais picante. Os "Sloppy Joe" são especiarias são substituídos com taco e a receita pode incluir molho de pimenta, milho em conserva e tomate picado.
O "Junior" noivo largado no altar por Sally Field foi interpretado por Mike Henry, um ex-linebacker da NFL que interpretou o papel título em três filmes de Tarzan na década de 1960 e tinha trabalhado com Reynolds em Dan August (Serie de TV, 1970) e Golpe Baixo (The Longest Yard, 1974).
Burt Reynolds e Sally Field começaram a namorar durante as filmagens de Agarre-me se Puderes. E continuaram como casal de namorados em cada filme que fizeram juntos Os filmes são: Agarra-me se Puderes (1977), Hooper - O Homem das Mil Façanhas (1978), Desta Vez Te Agarro (1980) e Se Não Me Mato, Morro! (1978). Todos os filmes foram dirigidos por Needham com exceção de Se Não Me Mato, Morro! que foi dirigido por Reynolds.
O nome verdadeiro do Bandido? É proferido apenas uma vez no filme é Bo Danville. Fred, o cão Bassett Hound animal de estimação do Homem de Neve, foi escolhido pessoalmente por Burt Reynolds.
E a melhor curiosidade de todas eu deixei para o final a cereja do bolo, a filha de ninguém menos do que Alfred Hitchcock contou uma história sobre seu pai, que toda a quarta feira ficava em seu escritório para assistir seus filmes favoritos e adivinha qual era um dos filmes preferidos que tio Hitchcock assistia várias vezes Agarre-me se Puderes !!!. Se Alfred Hitchcock era fã do filme quem em sua sã consciência pode descordar e ter coragem de falar mal desse clássico.
O Neuralizador Digital em parceria com o blog Transição Brasil, iniciou uma campanha nas redes sociais para conseguirmos pelo menos uma aparição de Burt Reynolds no próximo Velozes e Furiosos 8 nem que seja só por 5 minutos, já que a saúde de Burt não está das melhores e essa poderia ser uma ultima homenagem a essa lenda ainda viva do cinema. Eu particularmente gostaria de ver o Bandido aparecendo como pai da Michelle Rodriguez, liberando o famoso Pontiac Trans Am 1977 para ela usar !!!.
Atualmente uma das franquias mais revisitadas por cineastas em buscas de idéias, é a franquia
Desejo de Matar (Death Wish, 1974), lançado a quarenta anos com seu ator icônico Charles Bronson vivendo o personagem Paul Kersey.
Jason Statham foi menos sutil e fez a refilmagem do clássico Assassino a Preço Fixo (The Mechanic, 1972) em 2011 e já se prepara para uma continuação, obviamente não se pode nem comparar os dois filmes, já que no primeiro havia toda a parte psicológica do personagem, e em sua refilmagem vira um thriller de ação sem tempo para respiros.
Liam Neeson com sua franquia Busca Implacável (Taken), também revive Desejo de matar de forma magistral a cada seqüência, sendo que seu ex-agente secreto, é muito melhor que qualquer filme da era Bond com Daniel Craig. Sem falar que Neeson também já foi chamado para ser James Bond mas recusou. E até mesmo Kevin Costner tentou com seu sonífero 3 Dias Para Matar (2014) mas não teve o mesmo sucesso dos anteriores.
Denzel Washington já disse que gostaria de ser o próximo James Bond, isso acontecendo ou não, Denzel brinda os fãs com O Protetor (The Equalizer, 2014) sua segunda incursão no ramo de ex-agentes secretos sendo a primeira no furioso Chamas da Vingança (Man on Fire, 2004) dirigido pelo mestre Tony Scott.
Outra coisa curiosa é saber quem foi o gênio que resolveu traduzir esse filme para "O Protetor", já que existe outro filme chamado O Protetor (Tom yum goong, 2005) com nosso astro da pancadaria Tony Jaa e ainda uma seqüência.
Repetindo a parceria de Dia de Treinamento (2001), Denzel e o diretor Antoine Fuqua criam uma adaptação ao cinema da série de TV oitentista The Equalizer. O Protetor (The Equalizer, 2014) tem várias ligações com a franquia Desejo de Matar e até mesmo um crossover, já que Denzel Washington já foi bandido em Desejo de Matar (1974) na época então com 20 anos de idade. Veja foto abaixo:
Mas o que O Protetor (The Equalizer, 2014) tem de diferente de todos os filmes citados acima?...Absolutamente nada mas para quem viveu os filmes dos anos 80, The Equalizer é um revival de cenas magistrais épicas usando e abusando de clichês sem cerimônia. Praticamente um homem sem nome em ambiente urbano misturado com Desejo de matar, Chuck Norris e Seagal.
Denzel Washington, revive o personagem que mais gostamos aquele que chega para punir bandidos, das formas mais criativas possíveis. A única diferença com outros filmes é que não há reações de fúria, apenas um especialista extremo na arte de matar. O Filme abre com uma frase:
"Os dois dias mais importantes da sua vida são: O dia em que você nasceu, e o dia em que você descobre o porquê."
(Mark Twain)
Robert McCall de Denzel Washington parece que nasceu para equilibrar as coisas, ele é como o Homem Aranha o amigo da vizinhança, e como Paul Kersey de Desejo de Matar vive sua vida tranqüilo. Assim como Jean Reno em O Profissional (Léon - The Professional, 1994) teve que proteger Mathilda a menina vivida por Natalie Portman, o personagem McCall de Denzel Washington tenta mostrar um caminho para a jovem prostituta (Chloë Moretz), sair dessa vida.
É nesse momento que ele vai de encontro com a máfia russa, como dizia M (Judy Dench), a protetora de Bond: “Que saudade da Guerra Fria”. E parece que estamos tendo um revival de colocar como vilões os russos em alguns filmes, coisa que a franquia Bond anda tendo medo atualmente. Que me desculpem os russos mas não há nada melhor do que ter como vilões os russos no cinema, que o diga Steven Seagal. Nossa ficou parecendo uma propaganda da era Ronald Reagan....rsrs.
O Protetor (The Equalizer, 2014) cria várias cenas épicas e o carisma de Denzel Washington não precisa nem ser comentado, a cena cronometrada no restaurante russo é uma das melhores do filme, mesmo lembrando os momentos Sherlock Holmes de Robert Downey Jr, tem seu próprio charme sanguinolento.
Denzel vai desmantelando a célula da máfia russa um por um até chegar ao "Big Boss" Vladimir Putin ...ops...Vladimir Pushkin. Uma bela nostalgia como na época de Rocky Balboa vs Ivan Drago temos USA vs URSS em pleno ano de 2014. Quem sabe se com esse novo filme não veremos Denzel Washington em Mercenários 4?
O Protetor (The Equalizer, 2014) é uma catarse para muitos que acreditam que o mal deve ser punido. E um soco na cara de alguns moralistas que abominam a "justiça com as próprias mãos", mas numa época em que a maldade é filmada e colocada na internet, não faria mau alguns "equalizadores" iguais a Denzel Washington por aí.
É inevitável comparação entre No Olho do Tornado (Into the Storm, 2014) e o filme Twister (1996). Dezoito anos depois eis que surgem alguém com a "inédita" idéia de tentar repetir o sucesso de Twister (1996), mas também logo se nota a falta de um bom diretor e um elenco carismático. Devo confessar que Twister (1996) é um dos meus filmes preferidos de catástrofe, sem falar que sua protagonista Helen Hunt nunca esteve tão linda. Talvez essa mistura de beleza e fúria da natureza a tornem ainda mais bonita. Helen está mais bela que qualquer outro filme que ela tenha feito.
Muitos sites contam como protagonista desse filme o ator Richard Armitage (O Hobbit) , mas para mim em No Olho do Tornado (Into the Storm, 2014) a protagonista da vez é a ex-Walking Dead a atriz Sarah Wayne Callies, se essa atriz já não era muito querida na série Walking Dead imagina diante de um tornado. Tem um momento do filme que você acaba torcendo para que o tornado leve ela, no mínimo para sermos surpreendidos pelo roteiro. Pelo menos ela garante a melhor piada do filme, quando ela chega para uma dupla maluca de caçadores de tornados "Youtubers" e diz para eles se abrigarem, e eles respondem que não, porque a cidade parece um apocalipse zumbi !!!. Também é engraçado notar uma caçadora de tornados que ainda usa um computador com Windows XP, pelo menos ao que parece pelo seu plano de fundo.
Enquanto em Twister (1996) existia um elenco carismático onde você conseguia o milagre de torcer para o Bill Paxton !!! e ainda contava com o ator Philip Seymour Hoffman fazendo papel de maluco. No Olho do Tornado (Into the Storm, 2014) você acaba ficando perdido para quem torcer e acaba torcendo mesmo para a dupla amalucada que caça tornado para postar no youtube. Nem mesmo o ator Matt Walsh (Pete Moore) perseguindo tornados com seu quase batmóvel cria empatia.
Bill Paxton aqui é trocado pelo ator Richard Armitage que tenta humanizar a história na busca por seu filho nos escombros de uma fábrica. É impressionante as diferenças porque em Twister (1996) você ficava preocupado até com os coadjuvantes como a tia Meg feita pela atriz Lois Smith.
Enquanto a história de Twister (1996) prendia sua atenção mesmo sem mostrar os tornados nesta versão tunada, enquanto o tornado não parece dá vontade de dormir. Sorte do espectador que quando os tornados aparecem fazem valer esse filme, porque se usassem a estratégia do filme Godzilla (2014) onde esconderam o bicho a maior tempo No Olho do Tornado (Into the Storm, 2014) se tornaria insuportável, clichês como formatura, ginásio, namorico teen e outros chatices acabam fazendo o filme um festival de estereótipos.
Twister era dirigido por Jan de Bont que fez sucesso com Velocidade Máxima (1994), Twister também contava com roteiro de Michael Crichton. Então temos que dar um desconto para No Olho do Tornado que tem como diretor Steven Quale o mesmo cara de filmes bombas como Premonição 5. Imaginem se esse filme fosse feito por Michael Bay, mesmo assim o final é a cara de Michael Bay e seus Transformers só faltando a tomada 360 graus.
Resultado o filme No Olho do Tornado (Into the Storm, 2014) não é um filme ruim, entrega um bom passatempo, com efeitos especiais razoáveis e boas cenas de ação. Talvez o maior erro seja sua capenga trilha sonora, Twister tinha ninguém menos que a banda Van Halen com a música Humans Being só isso já conta muitos pontos favor.
Mas quem gosta de um filme catástrofe o tornado escala F5 vai fazer valer a pena uma conferida no filme, sem falar da cena que faz citação ao apocalipse zumbi e a homenagem ao seu filme de inspiração Twister com a famosa vaca voando fazem valer o passatempo. Twister ainda continua disparado como melhor filme de tornado. Uma tabela comparativa:
Como caçar seu tornado?
Um sub-gênero de turismo de aventura está varrendo os EUA, mais e mais pessoas estão pagando caçadores de tempestades e gastando milhares de dólares para dar de cara com um tornado. Estes entusiastas meteorológicos são mais do que dispostos a encarar (depois de assinar um termo longo, é claro) os ventos mais destrutivos no planeta na esperança de ter um lugar na primeira fila para as tempestades mais violentas da Terra. Alguns estão interessados em fotografia, outros estão lá para aprender a perseguir a tempestade. Outros ainda só querem acompanhar e aproveitar o grande espetáculo.
Charles Edwards, proprietário da Cloud 9 Tours, a mais antiga empresa operacional de turismo de perseguição de tornados, é um caçador de tempestades veterano de Shawnee, Oklahoma e um dos primeiros a realizar este empreendimento.
"Quando eu comecei a levar pessoas para perseguir tempestades comigo foi em 1996, eu nunca esperava que iria crescer em um negócio. Nesse primeiro ano, eu ofereci duas turnês e eu tive apenas uma pessoa em cada um deles", disse ele. "Agora, temos regularmente entre 11 e 18 pessoas por passeio em maio e junho."
NÃO É IGUAL AOS FILMES !!!
"Nós realmente tentamos dizer às pessoas a verdade sobre a perseguição de tornados", disse ele. "Não é como o que você vê nos filmes, são muito longos os períodos de espera. Às vezes, passamos horas sentados em um estacionamento, esperando que as tempestades apareçam. Não é como o filme 'Twister' querem fazer crer, mas testemunhar um tornado pode ser uma incrível experiência de mudança de vida."
Houve um aumento no número de entusiastas de tempestade imediatamente após o lançamento do filme de ação de sucesso "Twister" de 1996 e com a recente popularidade de tais programas de televisão como "Storm Chasers" e "Angry Planet", mais e mais pessoas estão comprando a idéia de que eles podem viver o estilo de vida de um caçador de tempestades ... pelo menos por um par de semanas.
Surpreendentemente, nunca houve uma fatalidade em uma excursão. Feridos tendem a ser de acidentes não-relacionados de tempestade que poderiam acontecer em qualquer lugar. em geral, acidentes são raros, mas em maio de 2010 uma empresa de turismo teve um impacto direto de um furacão em movimento rápido que estourou a maioria das janelas de sua van, fazendo com que alguns turistas ficassem com pequenos cortes, mas sem danos físicos graves. Mãe natureza tem uma maneira de nos lembrar como somos pequenos no grande esquema do planeta.
Confira o trailer de No Olho do Tornado (Into the Storm, 2014):
Inevitavelmente sempre somos pegos por algumas das "dezenas" de filmes que Steven Seagal anda fazendo que vão direto para DVD ou Blu-ray. Até quem gosta já desistiu a muito tempo de acompanhar a carreira de Seagal, já que a maioria desses filmes vem na base da quantidade em vez da qualidade.
Em sua filmografia Steven Seagal conseguiu criar duas obras primas do cinema pancadaria e da violência em sua carreira: Marcado Para a Morte (Marked for Death, 1990) que dificilmente seria feito hoje em dia por causa da galera do politicamente correto e seu Fúria Mortal (Out for Justice, 1991), que no Brasil para alguns é "aquele filme que ele luta com o gordão". Esses dois filmes figuram tranquilamente como os melhores que Seagal já produziu até hoje.
Seagal ganhou uma certa moral quando Anderson Silva acertou o famoso chute que nocauteou Vítor Belfort e atribuiu ao mestre Seagal a façanha. Poderia então Steven Seagal se tornar uma lenda assim como Chuck Norris?.
Se houvesse um "Steven Seagal Facts", a lista de façanhas andaria meio negativa para o astro. Seagal sem cerimônia já fez um filme só de bandidagem chamado Senhor Do Crime (Force of Execution, 2013), onde explora pela enésima vez a discutida história que Seagal é ex-agente ou ex-consultor da CIA, mas dessa vez como um mafioso. Já teve a cara de pau de dizer "vamos ver" para um convite de se juntar ao elenco de Mercenários, mesmo assim trabalhou com uma das sobras de Mercenários, chamando Steve Austin para seu filme Condenação Máxima (Maximum Conviction, 2012). Já tentou até enfrentar vampiros no filme Escuridão Mortal (Against The Dark, 2009). Teve sua equipe processada por matar um cão durante uma cena do reality show "Steven Seagal: Lawman". Sem falar que a famosa mulher nota mil Kelly LeBrock prefere ouvir o nome do diabo menos o de Seagal e por aí vai.
Assistindo Vingança Implacável (Born to Raise Hell, 2010) parece que Seagal quer se tornar uma lenda as avessas, ou melhor uma lenda do lado negro da força.
Quando surgiram denuncias contra Seagal, que foi acusado pela ex-modelo Kayden Nguyen de tráfico de mulheres e abuso sexual, e que Seagal mantinha duas acompanhantes russas, que se revezavam para atender suas necessidades sexuais 24 horas por dia, sete dias por semana, parecia apenas que a ex-modelo queria aparecer. Só que assistindo esse filme você acaba ficando na dúvida, já que não é de hoje que Seagal anda flertando com a "Russian Mafia", principalmente incluindo nessa o filme Conduzido para Matar (Driven to Kill, 2009)que ele é advinha o que?....um ex-mafioso russo!!!.
Em Vingança Implacável (Born to Raise Hell, 2010) Seagal é Bobby Samuels especialista que lidera uma força-tarefa IDTF (Força-Tarefa Internacional de Drogas) em Bucareste, Romênia. Já que após o 11 de Setembro, o governo dos Estados Unidos percebeu que os narcóticos foram responsáveis pelo financiamento da maioria das células terroristas. E a equipe liderada por Seagal se vê no meio de uma guerra de gangsters.
O filme é escrito e produzido pelo próprio Steven Seagal, por isso você acaba desconfiando que as denuncias da ex-modelo Kayden Nguyen contra Seagal não sejam assim tão delirantes. Enquanto assistia o filme, eu jurava que a cena onde Seagal liga para uma garota, era apenas uma cena onde ele estaria falando com sua filha que não via a tempos. Engano meu, essa tal garota que aparenta ter seus 16 anos é a namorada de Seagal no filme!!!. Isso sem falar que ele leva a menina para a cama. A cena acaba sendo constrangedora e engraçada ao mesmo tempo, já que nessa cena Seagal parece ter usado dublê, de repente para não quebrar a cama, devido as toneladas que ganhou ao longo dos anos, até mesmo nessa cena Seagal não tira seu casaco preto, tornando a cena ainda mais uma vergonha alheia.
E realmente esse filme é um desfile de mulheres semi nuas, que parecem saídas do catálogo da Victoria's Secret e outras da Evil Angel (!!), pode se dizer que existem mais mulheres nesse filme que nos últimos 3 filmes de James Bond (Era Daniel Craig). É um filme realmente para funcionar no mercado europeu, já que essa mulheres tem rosto perfeito mas corpo de grilo. Se Seagal é realmente esse taradão do leste europeu, imagina se ele visse as mulheres brasileiras. Infelizmente algo que não se confirmou foi um boato que Seagal e Anderson Silva iriam rodar um filme no Brasil, aí sim teriamos polemicas garantidas. A ala do politicamente correto pode até ficar chocada com a exploração sexual desse filme, e cenas gratuitas do nosso amigo balofão, mas quem já viu filmes como Kinjite - Desejos Proibidos (Kinjite: Forbidden Subjects, 1989) do saudoso Charles Bronson ou qualquer um da franquia "Desejo de Matar" vai até considerar Seagal um santo e realmente parece que alguns filmes de Seagal buscam inspiração na filmografia de Bronson, pode-se dizer que Seagal matem o espirito da era Golan-Globus e sua finada Cannon Films vivos.
Mas o filme Vingança Implacável (Born to Raise Hell, 2010), acaba se destacando de todos os filmes citados na matéria, a começar pela qualidade técnica. Claro que em certos momentos se vê que existe um diretor "video clipeiro" na produção, mas em comparação com outros filmes anteriores e até mesmo posteriores está acima da média.
Bem filmado e bem editado, principalmente no que mais importa as cenas de luta. Passando bem longe daqueles cortes absurdos nas lutas que foram vistos até mesmo em filmes que foram para o cinema comoA Força em Alerta 2 (Under Siege 2: Dark Territory , 1995) e O Homem das Sombras (The Glimmer Man, 1996) onde você não acredita que tal cena foi aprovada na sala de edição. Talvez Seagal seja tão fodão que ninguém teria coragem de chegar para ele e dizer: "Sr. Seagal vamos ter que repetir essa cena".
As cenas de luta realmente lembram os bons tempos de Marcado Para a Morte (Marked for Death, 1990) e Fúria Mortal (Out for Justice, 1991), muitos ossos quebrados com a adição de mandíbulas e dentes destrocados dão o ar nostalgia da coisa. Seagal parece que deu um pouco mais de atenção as cenas de lutas e usou menos dublês, sem falar do sarcasmo de ter colocado como vilão principal uma espécie de Van Damme cover o artista marcial Darren Shahlavi (Costel) que muitos devem lembrar dele pelo filme Ip Man 2 (2010). A luta final com Darren Shahlavi é uma das melhores já feitas por Seagal a tempos, bem editada suas torções e socos ainda são convincentes como nunca. A cena final temos até por alguns segundos uma referencia ao filme Scarface (1983) já que o vilão se tranca numa sala e espera Seagal se entupindo de cocaína, só faltando a famosa frase "say hello to my little friend", mas aí já seria muito descaramento.
Falar de roteiro é exagero, quem vê um filme de Seagal já sabe o que esperar. Isso aqui é padrão Fif...ops, padrão Seagal de qualidade meu amigo!!!. Nosso velho amigo balofão continua o fodão de sempre, não leva uma porrada ao longo filme. Para não dizer que não acontece nada, Seagal leva um tiro no colete que praticamente ele nem sente.
Em uma das cenas Seagal derruba uma porta de aço na base da escopeta, parecendo um exterminador do futuro, e se isso não for suficiente em uma apreensão de drogas, um dos bandidos tenta fugir de moto e Seagal derruba o infeliz. Qualquer semelhança com Comando Delta (The Delta Force, 1986) estrelado por Chuck Norris deve ser só coisidencia.
Para completar ainda mais as desconfianças em cima de Seagal, o segundo vilão do filme é um mafioso russo old school, ao qual Seagal se une para buscar vingança, já que um de seus ajudantes foi morto por Costel.
E para não dizer que Seagal não está espirituoso em um dos diálogos do filme um dos agentes chega para Seagal e diz: “Preciso lhe dizer algo” e Seagal responde: “O quanto me admira e o quanto quer ser como eu ?”. Ou mesmo o uso da palavra "boy" para terminar cada frase tipo: "Pareço a porra de um comediante, boy?". O que melhoraria ainda mais esse filme?.. só ficou faltando mesmo a trilha sonora da banda Motorhead tocando Born to Raise Hell.
Esse é aquele típico filme do Domingo Maior, em que você vai acabar se divertindo. Pode se falar tudo a respeito de Steven Seagal, mas uma coisa é certa nada derruba esse cara nem decadência, nem velhice, nem suas toneladas a mais, nem mesmo alguns de seus filmes tranqueiras!!. E por incrível que pareça ele mantem o politicamente incorreto como ninguém. Como ele mesmo disse em um de seus filmes: “Todo mundo quer ser o cara durão, mas ninguém quer pagar o preço disso”
Existem filmes que entram para a história do cinema pelos mais variados motivos, um deles é o caso de Stoner (1974), também conhecido como The Shrine of Ultimate Bliss, A Man Called Stoner, e Hong Kong Hitman ou seu nome chinês 鐵金剛大破紫陽觀, no Brasil seu eu não estiver enganado tiveram a brilhante idéia de chamá-lo de O Super Homem Do Karatê.
Também é impossível falar sobre esse filme sem passar um pouco pela história que o envolve, e nesses crossovers históricos do cinema. Um filme que reúne nomes como George Lazenby, Angela Mao, Sammo Hung, Raymond Chow e a Golden Harvest.
Pode se dizer que George Lazenby deve ser o ator mais azarado do cinema, além de perder o papel de James Bond depois de 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade (On Her Majesty's Secret Service, 1969), também não teve a chance de trabalhar com Bruce Lee.
Assim que Bruce Lee terminasse a filmagem de O Jogo da Morte (Game of Death, 1978), filme que seria lançado por picaretas e aproveitadores cinco anos depois da morte de Lee, seu próximo projeto seria STONER.
A Warner Brothers já estava pronta para co-produzir e distribuir o filme, e já tinha um orçamento de marketing em torno de 10 milhões de dólares, algo astronômico na época. Já que os dois filmes anteriores de Bruce Lee O Voo do Dragão (Way of the Dragon,1972) e Operação Dragão (Enter the Dragon, 1973) foram um sucesso estrondoso. E a idéia de ter Bruce Lee vs James Bond deixava qualquer produtor sorrindo de orelha a orelha, já existiam até slogans "É Lee! É Lazenby! É Bruce Versus James Bond!". No entanto a morte prematura de Bruce Lee durante as filmagens de Game of Death em 1973, chocou a todos. E provocou a queda da industria cinematográfica de Hong Kong.
Sem Bruce Lee que era a maior estrela do mundo na época do filme, outro ícone do cinema Sonny Chiba se recusou a assinar o contrato para o filme, assim que soube da morte de Lee. A Warner Brothers também pula fora e assim o filme perdeu sua grande distribuição nos cinemas em todo o mundo. Raymond Chow também corta o orçamento da produção do filme, sobrando apenas o ex-James Bond George Lazenby como "estrela". Como todos sabem Lazenby não é muito bem visto por boa parte dos fãs de James Bond, mas fazia sucesso em sua terra natal Austrália e também na Ásia, eu mesmo a primeira vez que assisti 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade (On Her Majesty's Secret Service, 1969) e isso faz tempo chamei ele de "George Lambança".
STONER, é o primeiro dos três filmes do qual Lazenby tinha contrato com os estúdios Golden Harvest. Posteriormente seriam lançados mais dois filmes, onde a participação de Lazenby era diminuída a cada filme. The Man From Hong Kong (1975), onde Lazenby é o vilão do filme por incrível que pareça ele convence como vilão, ainda mais chamando o herói do filme para porrada no meio da história. The Man From Hong Kong é o filme mais James Bond de todos com direito a música tema e tudo, seqüências de ação quase interruptas como uma luta violenta dentro de um restaurante e uma perseguição de carros frenética fazem desse filme a versão Hong Kong de James Bond. Na seqüência temos A Queen’s Ransom ou International Assassin (1976) onde Lazenby é um terrorista da Irlanda que lidera um grupo de mercenários mortais para assassinar a rainha da Inglaterra, esse o único que não assisti mas só por essa premissa já vale o filme.
Mas vamos para STONER, para o lugar de Bruce Lee é chamada nossa querida Angela Mao, estrela de clássicos obrigatórios das artes marciais como The Invincible Eight (1971) , Hapkido (1972), e Dance Of Death (1976) que conta com as coreografias de Jackie Chan. Sem falar que ela participou de Operação Dragão (Enter the Dragon, 1973). Também é chamado o mestre Sammo Hung, que ficou encarregado da coreografia e cenas de ação do filme. E pode ter certeza amigo leitor que Sammo Hung colocou Lazenby para trabalhar!!!.
Outra atriz que estava no projeto desde do início é Betty Ting Pei , essa sim uma polêmica garantida já que foi ela quem deu o comprimido Equagesic uma forte aspirina à base de drogas, causando a morte de Bruce Lee em seu apartamento.
No filme Lazemby é Joseph Stoner um policial linha dura estilo Dirty Harry, que parte numa viagem de vingança a Hong Kong para acabar com uma quadrilha de traficantes responsáveis pela morte de sua irmã por uma droga afrodisíaca e alucinógena chamada "a pílula feliz". Ao mesmo tempo, a agente taiwanesa Angela Li Shou-Hua (Angela Mao) investiga o mesmo caso.
A quantidades de elementos de James Bond no filme, dão um toque especial a essa produção que pode ser considerada B, mas que acaba ganhando status de item de colecionador depois de quarenta anos. Pode-se dizer que esse é o primeiro 007 - O Amanhã nunca Morre (Tomorrow Never Dies, 1997) vinte três anos antes.
Não se deve esquecer realmente a idade deste filme com todo o climão dos anos setenta, a irmã de Stoner é vista no começo do filme em uma longa cena de orgias, nudez, e uso de drogas. Somado a isso funky music e um design psicodélico dão o ar de antiguidade do filme.
Chegando em Hong Kong, Stoner já está sendo vigiado pelos capangas do vilão Mr. Chin (Joji Takagi) que se comporta no melhor estilo dos vilões da franquia James Bond, lembrando bastante o Dr.Kananga de Com 007 Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die, 1973). Sendo coincidência ou não, o segundo vilão principal se chama Mr.Big feito por um dos atores que melhor sabem interpretar um vilão, o mestre coreano de hapkido Hwang In Shik. Para relembrar ele está no filme O Lorde Dragão (Dragon Lord, 1982) com Jackie Chan.
O policial Stoner não perde tempo e vai a um bordel em busca de uma prostituta, infelizmente perderam a chance quando Lazenby pede uma bebida de soltarem a famosa frase "shaken not stirred". Na saída Stoner é atacado pelos capangas de Mr. Chin incluindo Sammo Hung, pode se notar que George Lazenby realmente teve que suar no filme, já que faz a maioria das lutas sem dublê e pode se dizer que as lutas tem longas seqüência e sem cortes!!!.
Realmente é espantoso o que Lazemby conseguiu fazer nessa sua trilogia para a Golden Harvest. Tanto que ele na época deu declarações como: "Tenho trabalhado todos os dias por duas horas e tenho corrido três milhas a cada manhã para entrar em forma para o papel. É a forma mais desgastante de atividade de combate de cinema no mundo. Você não pode ser lento ao lado desses especialistas."
E para marcar a presença de um ex-James Bond no filme, ele vai para a cama com a vilã do filme feita pela polêmica Betty Ting Pei. Dizem as más línguas que essa cena é praticamente uma encenação sobre as circunstâncias da morte de Bruce Lee, adicionando ainda mais curiosidade sobre o filme.
Tanto Stoner (Lazenby) quanto Angela Li (Angela Mao), tomam rumos diferentes de investigação sobre os traficantes e só acabam se encontrando nos últimos 40 minutos de filme. Hoje em dia acaba sendo hilário o primeiro encontros dos dois, porque lembra demais um episódio do Chapolin, e também a trilha sonora que usa alguns efeitos de Moog fora de hora que acaba causando algumas risadas.
Dos filme que já assisti com Angela Mao posso dizer que ela nunca esteve tão bela quanto neste, talvez por estar sorrindo mais. Mas aqui ela também consegue transmitir qualquer coisa apenas com seu olhar, não preciso nem dizer que a grande estrela do filme é Angela Mao com uma participação especial de um ex-James Bond.
É interessante notar que não aparece uma arma de fogo ao longo do filme, tudo sendo resolvido na porrada no melhor estilo Hong Kong. E com certeza as coreografias não estão datadas, outra curiosidade é Lazenby que começa o filme com aquele bigode gigante e depois para não ser reconhecido pelos capangas se livra dele, como se um ocidental de 1,88 m de altura passasse desapercebido em Hong Kong. Isso também marca sua mudança de comportamento já que ele começa o filme mais violento, e depois sem bigode está sorridente e debochado.
A dupla é capturada na fortaleza do vilão e a tal droga é injetada em Stoner, os dois são trancafiados em uma jaula e Stoner sob o efeito da droga tenta atacar nossa querida Angela Mao, e pode ter certeza é nocaute para ele. Já que o filme não pode ser feito com Bruce Lee, então nossa Angela Mao é a única atriz oriental que já nocauteou um James Bond!!!!.
A quantidade de lutas é para deixar qualquer fã do gênero pancadaria satisfeito, Lazenby está na maioria das cenas sem dublê, lutando mais que em sua fase 007. Mas é Angela Mao que dá um show a parte tendo uma luta apoteótica contra o ator Hwang In Shik, no meio do fogo. Fica até difícil acreditar que ninguém se feriu nessa cena.
Stoner (1974) acaba se tornando cada vez mais um item de colecionador com o passar do tempo, e diga-se de passagem um item raro de se conseguir. Acredito que o único meio atualmente é pela Amazon tentando conseguir o The Angela Mao Ying Collection, que inclui este filme. Então quem possui sua cópia em DVD a partir de agora vai guardar ainda mais esta relíquia a 007 chaves...rs. E quem ainda não conhecia fica a dica, um filme raro que vai agradar tanto os fãs de James Bond como os amantes de uma boa pancadaria old school Made in Hong Kong.
Quando o assunto é o filme Gravidade (Gravity, 2013), temos inúmeras maneiras de enxergar o filme, cada vez que assistimos encontramos uma nova metáfora, uma nova referência. É um dos filmes que mais rende debates, discussões e até teorias alucinadas como uma que defende que o filme é político e retrata a atual crise dos Estados Unidos!!!. Mas deixando essa bobagens de lado e acrescentando outra visão sobre o filme Gravidade, o blog Neuralizador Digital inicia a primeira colaboração na resenha de um filme. Então amigo leitores segue texto de Cristiano Brandão sobre o filme Gravidade:
A pressão psicológica de "Dublê de Corpo" encontra a abstração sutil e envolvente de "2001", já disse "Sonny" em Miami Vice - 'a probabilidade é como a gravidade, não se negocia com a gravidade'...O cenário: espaço já dito "a fronteira final", mas não qualquer espaço é o seu espaço! Digo isso porque os personagens percebem isso dramaticamente em instâncias em níveis distintos. Desde uma instância absolutamente "foda-se" a moda Clooneyana à instância "Alice no país das maravilhas" de Sandra Bullock e níveis distintos. Desde o nível "Alegria, Alegria" a um nível tropicalíano do persona secundário, divertindo-se com o comentário Clooneyano inclusive! ...e estudou em Havard, a nível Bullockiano que equipara-se à nível Grissom de CSI - trabalho, trabalho e trabalho. Seu espaço pois sem nenhum erro de minha, os persona remanescentes o compreendem de forma pessoal, de fato.
Sandra têm tal desafio como a mortal comum compreende a imortalidade? Território de sábios, gurus, pastores, padres, ....a lista não têm fim! Alfonso Cuarón nos traz uma perspectiva num crescente envolvente com o cenário único do espaço. Todas as "lições" divulgadas pela mídia, seja em formatos de filmes, seriados e etc ....tem como objetivo central fornecer um cenário moral e ético de nossa época que contribuem ou denigrem a espécie dita humana. Mas a escolha, livre-arbítrio é pessoal de "apreender lições" mostradas direta ou não. Gravidade oferece a "apreensão" do espaço para a urgência imediata, não importa o "quem" você é, importa o "que" você é, a busca do "que" é o tema central do filme .
Gravidade é isso! Clooney já havia experimentado o espaço com o remake de "Solaris" em 2002, sonolento, muito sonolento. Porém o crescente canastrão Clooneyanno desde 'Um drink no Inferno', passando por 'Pacificador' e pela trilogia 'Ocean's ...até Gravidade garante os melhores comentários em um filme sobre o espaço desde Alien 8 passageiro.
A seqüência do 'abandono' de Gravidade a chegada de Sandra à Soyuz é fatal para compreender o que Guáron quiz com o filme, descubra o seu 'que' ou morra 'quem'. O pavor de Sandra aliada à vastidão, usada corretamente e em crescente claustrofóbico: quem não sente um local por qualquer motivo "ficar subitamente menor" ? E você precisa enfrentar isso!
O uso da paleta de cores é outro fator de alegria ao assisti-lo: temos nossa casa em vários tons de azul ,cinza , lilás, vermelho... Gaudí, Picasso e Cézanne ficariam extremamente orgulhosos. O discurso visual remete-nos à Ridley Scott e Brian de Palma: sincero, intenso, desloca o espectador de espectador pois você precisar se localizar: o "quem" torna-se "que" .
Nunca o sol foi tão majestoso !!!! O encantador olhar de Sandra Bullock e sua confissão: a fragilidade da espécie como individuo deslocado durante a vida, o "quem" busca o "que" é permanente durante todo o filme. Até a exaustão, exaustão experimentada em "Bruxa de Blair" .
A última Clooneyeanna: O pôr-do-sol do Ganges é incrível - off , não o vemos é de impacto incomparável, pois "esperamos" sempre nas "declarações-limite" o básico (desculpas, ressentimentos e correlatos), porém em tal declaração Clooneyanna nada têm . E esse é o barato!!!!
A existência é uma falha?...Não?...Qual o motivo?...Há motivo?...Somos baratas como diz "House" ?
O desespero é o sétimo sentido da espécie, tudo é "grande demais" para entendermos ...A seqüência MacGyveranna. Sandra chega à Soyuz com um extintor de incêndio é foda! Isso é a
espécie humana! Do mesmo modo Nolan fez na seqüência da escolha: os presos em um barco e cidadãos em outro, qual é a escolha? Faça o favor de assistir a Trilogia Batman de Nolan por favor! kkkk
Enfim, é uma grande apresentação da espécie humana à humanidade - contudo, se move, com Sandra Bullock em tomada de baixo para cima ergue-se tal qual uma fênix das cinzas e move-se após sair das águas ....a vida veio da água ! Um presente para todos: Gravidade !
Aningaaq- Curta Metragem de Jonás Cuáron
Diz certo canal de notícias: "Em 20 minutos tudo pode mudar", afirmo que somente 7 é suficiente....
Aningaaq o impronunciável nome Ártico, próprio, refere-se à alguém, pessoa. Para nós, ocidentais (?) soa alienígena, de fato. O cenário: o deserto do gelo e neve eternos, o mundo real para os Inuítes conjunto de pessoas que vivem além ou próximo ao círculo polar ártico ao qual Aningaaq pertence a Groelândia, até 'A Vida Secreta de Walter Mitty 2013' , eu nada sabia visualmente, e nem de sua gente. É nesse cenário que o físico e metafísico encontram-se e dialogam. Pode-se dizer que o metafísico encontrou Bullock antes: na seqüência após a chuva de detritos ou quando da caminhada até a estação russa....ali ou acolá a percepção é dimensional, qual de nós poderia distinguir real de irreal em ambiente que surpreende qualquer expectativa ?
Até sua "descida à terra" o metafísico depois e lenta 'reconstituição' até "andar" novamente quem pode afirmar que Deus não é o pequeno sapinho que sobe a folha "orientando" o pós-vida ? sobe e ri...quem sabe?.
Bullock está na cápsula russa, opções limitadas, o que fazer? senta e chora? Tenta o rádio e o quê acontece ? o diálogo impossível...Os inua em sua mitologia tem o ponto central a alma. O Inua está e é de fato todo lugar; não só pessoas ou animais. Acidentes geográficos e afins são "inua". A alma têm como ponto central "reconhecimento " e então?. Bullock tenta o "contato" pois é assim, "contato" , pois nada entende e o inua nada entende, mas há comunicação os 'inuas' de ambos entendem-se . Afinal latem....kkkk
O cão que "chora" o que está para vir devido à sua "condição" - minha consideração por você acabou, intua o Inua. O bebê em ambiente tão extremo para crianças, chora, um choro de "contato" mamãe, papai temos que estar fora daqui!. Há consideração pela criança? Não. Há comunicação, pouco contato.
Decerto: Se houvesse pleno "entendimento" ou "consideração" na comunicação, haveria contato...haveria ? Quantas vezes você e eu estamos na "vida" e vemos, presenciamos fatos, coisas e afins ...há consideração? Ha? Houve apenas contato .
Talvez o Inua pense do mesmo jeito caso entendesse...longe demais, complicado demais, áspero demais, vou me meter nisso ?!? Está tão "bem" do jeito que está ...O curta me fez chorar, me fez fazer contato. O que todos, necessitamos e devemos praticar, cada qual em suas proporções. Gravidade é como um velho amigo que traz novidades. Nunca um curta foi tão longa !
Neuralizador Digital: Como disse anteriormente o filme Gravidade nunca tem fim, até mesmo as paródias relacionas a ele acabam sendo geniais, não poderia deixar de fora está que resolve todo o filme em menos de um minuto:
Misture no mesmo filme GTA, El Mariachi, sangue, fetiche e quadrinhos e temos Tragam-me a Cabeça da Mulher Metralhadora (Tráiganme la cabeza de la mujer metralleta /Bring Me The Head Of The Machine Gun Woman, 2012).
Seguindo a famosa idéia de uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, este filme chileno foi produzido pelo diretor Ernesto Díaz Espinoza, e foi gravado em 15 dias.
Quem gosta do estilo Robert Rodrigues e de filmes como El Mariachi (1992), A Balada do Pistoleiro (Desperado, 1995) e até mesmo o mais fraco de todos Era Uma Vez no México (Once Upon a Time in Mexico, 2003), vai adorar este.
Só pelo título o filme já chama a atenção Tragam-me a Cabeça da Mulher Metralhadora (Tráiganme la cabeza de la mujer metralleta, 2012)é uma clara referência ao filme de Sam Peckinpah, Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia (1974).
A personagem é baseada em uma mulher que realmente existiu chamada Marcela Rodríguez (1953) extremista revolucionária chilena que atuou durante a ditadura de Augusto Pinochet tornou-se famosa por sua capacidade de lidar com grandes armas ganhando o apelido de "Machine Gun Woman".
A sinopse é bastante simples, narra as aventuras do DJ Santiago Fernandez, que ouve acidentalmente uma conversa em que seu chefe, o "Che Longana" Um poderoso gangster argentino que planeja acabar com a vida da mulher que quer assassiná-lo. Uma sexy mercenária conhecida como “A Mulher Metralhadora”. A absurda quantia que oferece pela sua cabeça chama a atenção de um exército de assassinos e, por acidente, do ingênuo DJ Santiago. Ele é um jovem comum e terá que ser muito forte para entrar no submundo e, principalmente, sobreviver à irresistível e sedenta de sangue mulher metralhadora.
A mulher metralhadora é interpretada pela voluptuosa Fernanda Urrejoa, que parece saída direto das páginas de um gibi, usando e abusando de roupas de couro, armas e fetiche. Em uma das cenas Fernanda Urrejoa acaba relembrando a clássica cena de Michelle Pfeiffer como mulher gato em Batman - O Retorno (Batman Returns 1992).
Junte a essa loucura planos de câmera e missões estilo Grand Theft Auto. O único problema do filme é sua trilha sonora, como é um filme de baixo orçamento parece que o diretor convidou algum amigo de infância para a trilha, se a intenção era criar uma trilha sonara estilo game dos anos 80, não deu muito certo. Para ter virado um cult esse filme precisava da trilha sonora da banda Brujeria, infelizmente ficou devendo.
O filme lembra também outro filme doido e recheado de insanidades chamado Perigosas (Bitch Slap, 2009) esse com participações de participação de Lucy Lawless (Xena) e Kevin Sorbo (Hercules).
Tragam-me a Cabeça da Mulher Metralhadora (Tráiganme la cabeza de la mujer metralleta, 2012) poderia até ser considerado o primo pobre de Sucker Punch (2011) que é outro filme que abusa de fetichismo, mas aqui o diretor Ernesto Díaz Espinoza teve que se virar com o orçamento, e criar idéias loucas e divertidas. Este filme é recomendado aos fãs de Robert Rodriguez, GTA e todo fã de loucuras trash curta o trailer:
Ninguém mata um Texas Ranger e fica para contar história, isso se aplica também a Chuck Norris, ninguém fala mal de Chuck Norris e fica para contar história. Quem cresceu assistindo Chuck Norris sabe que este filme é um clássico. Mas se você pertence a geração que não entendeu porque um bando de doidos com mais de trinta, gritaram no cinema em Mercenários 2, quando surge aquela figura barbuda ao som de Ennio Morricone, com os acordes de Três Homens em Conflito (The Good, the Bad and the Ugly,1966), ainda há tempo de você corrigir esse pecado mortal.
Chuck Norris já enfrentou o Drácula ou melhor Christopher Lee no filme Olho Por Olho (Eye for an Eye, An, 1981), foi o primeiro ator a enfrentar os ninjas em The Octagon - Escola Para Assassinos (1980), já derrotou o Diabo em Perigo Mortal (Hellbound - 1994), sem falar que encarou Bruce Lee, mas aí Bruce era outro casca grossa do cinema e não deu certo.
Mas porque esse pessoal que passou dos trinta cultua tanto esse ator?. É bem simples Chuck Norris é o sujeito mais indestrutível do cinema, é um ícone que representa o cinema anos 80, o mais casca grossa e com os filmes mais violentos e politicamente incorretos do cinema. Hoje em dia é exigido mais realismo nos filmes, então assista Invasão U.S.A (1985) a quantidade de pessoas mortas é um absurdo, que hoje chocaria o mais fanático por violência. Infelizmente Mcquade não está no site moviebodycounts.com, para sabermos exatamente quantos morreram neste filme, mas acho que a contagem é baixa algo em torno de uns 20 defuntos.
O famoso Chuck Norris Facts, para o pessoal que acompanhou os filmes de Norris são mais reais do que parecem...rs
Mcquade, o Lobo Solitário (Lone Wolf McQuade 1983) é a essência de Chuck Norris, um de seus melhores filmes, um western spaghetti recheado de ação e roundhouse kicks. É aquele tipo de filme obrigatório de ter na estante, um olhar cinematográfico que evoca os clássicos de Sergio Leone e as trilhas maravilhosas de Ennio Morricone. O diretor Steve Carver cria uma homenagem ao gênero western spaghetti com closes nos olhos e muita poeira e lama.
A trilha sonora ficou a cargo do italiano Francesco De Masi, que criou belíssimos momentos, alguns podem tentar fazer a comparação com Ennio Morricone mas De Masi começou a escrever partituras um pouco mais cedo do que Morricone. De Masi foi menos influenciado por Morricone, seu estilo tinha um som característico com vários elementos que Morricone não usava, suas passagens se encaixam de forma brilhante em cada cena, com momentos inspiradores, ora violentos e passagens românticas ou mesmo épicas como no combate final. O tipo de trilha para você assobiar por aí, ou colocar como toque de celular.
McQuade conta a história do Texas Rangers J.J McQuade (Norris), cuja filha Sally McQuade (Dana Kimmell) acidentalmente testemunha um roubo de armas militares, bem como o assassinato de seu namorado. McQuade terá que enfrentar o traficante de armas e campeão de karatê, Rawley Wilkes (David Carradine) ainda tem a tira colo a belíssima e estonteante Barbara Carrera (Lola Richardson), que mudará de lado durante o filme.
A atriz Barbara Carrera merece um destaque a parte, no auge de sua beleza a fêmea fatal desfila em várias cenas do filme sem sutiã, fazendo a alegria da galera. Nesse mesmo ano ela foi atacar Sean Connery em Nunca Mais Outra Vez (Never Say Never Again, 1983). E antes desse filme teve sua famosa playboy de 1982.
Suas formas, e seu jeito "felino", a levaram a representar Maria, a mulher-pantera de A Ilha do Dr. Moreau (The Island of Dr.Moreau, 1977). Mas é em McQuade que ela tem a sensual e famosa cena na lama com Norris.
O elenco de apoio é bem bacana como o ator LQ Jones como Dakota, como esse velhinho morre feio em cada filme que participa e não envelhece, eu lembro de outra morte dele no filme A Máscara do Zorro (The Mask of Zorro,1998). Até mesmo Robert Beltran como Kayo manda bem, se dessem uma moto para ele, encarnava um Erik Estrada como Patrulheiro Frank Poncherello numa boa...rs
Mas ser um Texas Ranger não é para qualquer ator, ao lado de John Wayne, Tommy Lee Jones, e Clint Eastwood. Chuck Norris encara essa figura emblemática e de poucas palavras, com péssimos modos como ninguém, não existe na face da terra outro ator que se encaixaria tão bem no papel do Texas Rangers J.J McQuade como Norris.
O filme é tão casca grossa que McQuade é surrado, baleado e enterrado vivo dentro de sua picape, derrama uma cerveja sobre a cabeça, pisa no acelerador, e se livra de sua sepultura. Enterrar o herói vivo te lembra alguma coisa?, parece que esse filme também está na prateleira de Tarantino.
Este também é o filme preferido do próprio ator segundo entrevista a Black Belt Magazine ele também relembra a famosa cena com a cerveja:
"Isso me lembra ... no filme, quando eu estava no meu caminhão, que tinha acabado de ser enterrado na terra, eu tirei uma cerveja e derramei sobre a minha cabeça [para me reanimar]. Bem, você esquece que é álcool. Eu disse, "Oh, cara!" Meus olhos começam a queimar, e eu disse: "Que coisa estúpida de se fazer!"
A cena final entre Chuck Norris e David Carradine figura tranquilamente como uma obra de arte das melhores cenas de pancadaria do cinema, existiram até rumores de que uma briga real entre Carradine e Norris ocorreu durante as filmagens da cena final da luta. Norris sentiu que Carradine acabou chutando de forma desleal, e avisou para não repetir o chute. Mas Carradine não ligou e fez novamente e Norris feriu Carradine para valer. Esse fato foi desmentido por David Carradine em um livro que escreveu, mas o que vale é a lenda. Nada mais justo Carradine roubou o papel de Bruce Lee no seriado Kung Fu e Norris deu um castigo em Carradine em homenagem ao seu amigo Bruce Lee.
E realmente David Carradine nunca esteve tão arrogante e canalha como neste filme, é aquele tipo de vilão que atira rindo, nem mesmo em Kill Bill (2003).
Mcquade, o Lobo Solitário (Lone Wolf McQuade 1983) é melhor que muitos filmes de hoje em dia, e não essas besteiras que conseguem torrar 200 milhões e na maioria das vezes tendem a ser horríveis. Este é um filme feito com cuidado e pensado artisticamente, combinando o melhor entre trilha sonora e cenas, um clássico que não envelheceu nada em seus 30 anos.
Norris credita esse filme como inspiração principal para a sua série de sucesso da televisão, Walker, Texas Ranger , que estreou uma década depois. No entanto, o piloto teve que ser reescrito, e os nomes dos personagens mudados, uma vez que todas as coisas envolvendo o nome McQuade foram protegidas por copyright pela Orion Pictures. Falando em Walker, Texas Ranger não poderia esquecer de algo. Uma delas é o tema da série interpretada pelo próprio Chuck Norris.
In the eyes of a ranger,
The unsuspected stranger
Had better know the truth of wrong from right,
'cause the eyes of a ranger are upon you,
Any wrong you do he's gonna see,
When you're in Texas look behind you,
'cause that's where the rangers are gonna be
Momento Celso Russomanno: Poderia deixar passar mas a coleção Walker, Texas Ranger foi lançada a primeira e segunda temporada em DVD no Brasil, segundo um email que eu passei a Paramount em 2010 recebi a seguinte resposta: "informamos que as demais Temporadas da série "Texas Ranger" estão sem data definida para ser entregue no Brasil.". Entendo que exista milhões de burocracias para o lançamento, mas minha série está pela metade.
Cinco filmes de Chuck Norris chegaram a era do blu-ray incluindo este, não preciso nem dizer que isso não inclui o Brasil. Mas a boa noticia é que ainda se encontra o DVD da MGM que vem em versão widescreen anamórfico, não tem a dublagem clássica da época em que esse filme era reprisado no SBT, mas vale a pena mesmo com uma TV tela grande, a experiência de assistir este clássico não só de Chuck Norris mas do cinema continua impactante.
EvoFH #87 - O Fim do FH16
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É isso meu povo.
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Ela con...
Cursei formação de personagens na Azimut Autodesk Training Center. Especializado em colorização de fotos e restauração com Photoshop. Atualmente mantenho o blog Candido Digital Art e a página no Facebook chamada Colorizando onde posto meus trabalhos de colorização no Photoshop.