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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O Protetor 2 (Tom Yum Goong 2, 2013)

Posted by Cândido Augusto on 14:07


E finalmente chegamos em O Protetor 2 (Tom Yum Goong 2, 2013) a aguarda parceria entre Tony Jaa e JeeJa Yanin criou uma expectativa que fez muitos fãs de artes marciais perderem o sono de curiosidade de qual seria o resultado final. 

A volta do diretor Prachya Pinkaew gerou uma confiança de que o filme ia ser uma obra prima das artes marciais, já que o diretor foi responsável por sucessos como Ong-Bak - Guerreiro Sagrado (2003), O Protetor (2005), Chocolate (2008) e Ong Bak 2 - O Guerreiro Sagrado Voltou (2008).

 Mas como muitas expectativas geram grandes responsabilidades, algo deu muito errado para o filme. Por mais que eu gostaria de defender o filme, fica impossível acreditar no rumo que o filme levou. A história é bem simples nosso herói Kham (Tony Jaa) perde outro elefante e vai atrás de todos os culpados arrebentando tudo para recuperá-lo. Essa premissa simples não é o problema maior do filme. 

Todos os valores que foram passados no primeiro filme, como respeito e promessas, acabaram se perdendo neste filme. A cena inicial consegue ter um pouco do primeiro filme, mostrando que nem tudo na vida pode ser comprado, essa mensagem vale muitos nos dias de hoje. Já que ainda existe muita gente achando que pode subjugar, ameaçar ou mudar valores das pessoas através de dinheiro. Mas isso é logo esquecido ao longo do filme, já que o filme vira um trem desgovernado. 

A cena de perseguição de motos que foi tão divulgada nos trailers, por mais que me doa falar parece o encontro do pior diretor de hollywood com os absurdos do cinema Bollywood. O uso de cabos e imagens geradas por computador (CGI) acaba sendo uma das piores coisas do filme. Por mais esforço que Tony Jaa tenha tentado dar as acrobacias feitas, não chega nem perto de nenhum dos filmes anteriores estrelado por ele. Em algumas cenas Tony Jaa está irreconhecível. 


O tão aguardado encontro entre Tony Jaa e JeeJa Yanin, acabou sendo decepcionante, alias a participação de JeeJa Yanin foi completamente subaproveitada. Sinceramente eu não sou diretor de cinema nem roteirista, mas antes do filme eu imaginei tantas cenas grandiosas para JeeJa Yanin que nem acreditei no que vi. Jeeja é mostrada no filme como uma lutadora que precisa vingar a morte de seu tio e irmã, só que não consegue derrotar ninguém na porrada??!!. Se você adorou filmes como Chocolate (2008) e Raging Phoenix (2009) com a Jeeja Yanin, vai se surpreender com o que aconteceu em Protetor 2, da vontade de dar uma surra no roteirista desse filme. 

Mas nem tudo está perdido a luta de Tony Jaa e JeeJa Yanin contra o capanga chamado de número 2 vivido pelo artista marcial Marrese Crump faz valer o filme e você desculpar os absurdos anteriores. Mesmo assim as lutas já não tem aqueles takes longos com poucos cortes e filmadas de planos abertos. Muitas coisas no filme parecem americanizadas, tirando toda aquela força de um bom filme asiático, até mesmo falta de idéias já que algumas cenas são recicladas até mesmo do filme Ong-Bak - Guerreiro Sagrado (2003), como a perseguição inicial e a luta com fogo. Talvez tenha sido essa a intenção do diretor em criar um filme mais americano, mas esse foi seu pecado mortal. 


É bem difícil apontar boas coisas no filme, já que boas lutas se perdem em meio a efeitos toscos de CGI, e personagens ao vento como o caso da atriz Rhatha Phongam que é a vilã número 20, que tem um desfecho que você não vai acreditar. Acaba sendo decepcionante, porque este deve ser o último filme de Tony Jaa na Tailândia, já que ele está em hollywood filmando Velozes e Furiosos 7 e todos sabemos o que acontece quando um artista marcial de verdade chega em hollywood. 


E triste dizer mas O Protetor 2 (Tom Yum Goong 2, 2013) tem que ser assistido com expectativas bem baixas, talvez assim de para curtir algumas cenas, existe uma nuvem negra sobre os filmes asiáticos ultimamente. Donnie Yen quase deixa a desejar com Special ID (Dak siu san fan / 特殊身份, 2013) mas pelo menos a ação está impecável, e agora Tony Jaa e JeeJa Yanin acabam sendo subaproveitados. Agora só nos resta apostar todas as fichas em "The Raid 2: Berandal".


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Divulgadas cenas de bastidores de O Protetor 2 com Jeeja Yanin

Posted by Cândido Augusto on 16:22


Um dos filmes de artes marciais mais aguardados do momento O Protetor 2 (Tom Yum Goong 2) que reunirá a tão esperada parceria entre Tony Jaa e JeeJa Yanin. Revela um pouco mais de seus bastidores. Jeeja Yanin deu declarações onde revelou detalhes de sua personagem (Ping Ping), uma delas é que será bem diferente do que foi feito em Chocolate (2008), pois será muito mais focada, uma personagem que sabe bem o que quer, e como conseguir. 

"Não será apenas Muay Thai, será também mais moderno no combate mão em mão. Lutarei com uma gêmea que é difícil. Tempo e ritmo são muito importante. TYG 2 levou tanto tempo para terminar, porque foram muito meticulosas com as cenas de ação." 

 SINOPESE: Kham (Tony Jaa) tornou-se o suspeito no assassinato de Suchart influente proprietário de um campo de elefantes, que foi morto por três golpes por um especialista em artes marciais, e Kham (Tony Jaa) foi o último visto na cena do crime. Ele precisava fugir das autoridades e da caça das sobrinhas gêmeas do Suchart (Jeeja Yanin e Teerada Kittisiriprasert) Felizmente, ele será ajudado pelo sargento Mark (Petchtai Wongkamlao).


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Primeiro teaser oficial de Tony Jaa em O Protetor 2

Posted by Cândido Augusto on 13:54

Tony Jaa está de volta, dando seqüência a um de seus filmes de maior sucesso O Protetor 2 (Tom Yum Goong 2), repetindo a parceria com o diretor Prachya Pinkaew que foi o responsável pelo ponta pé inicial na carreira de Tony Jaa. 

 O diretor Prachya depois de sucessos como Ong-Bak - Guerreiro Sagrado (2003), O Protetor (2005), Chocolate (2008) e Ong Bak 2 - O Guerreiro Sagrado Voltou (2008) retorna a parceria e ainda traz outra estrela das artes marciais da Tailândia, sempre comentada neste blog como a futura rainha das artes marciais JeeJa Yanin.


Pena que é muito curto o momento em que ela aparece no teaser, ficando mais destacado as cenas perigosas sobre motocicletas. Se Jackie Chan era sempre acusado de colocar a vida de seus dublês em risco, imagina como não é na Tailândia. Em época que atorzinhos como Keanu Reeves vem fazendo filmes como Man of Tai Chi e 47 Ronin, achando que está arrasando. Nada melhor do que ver verdadeiros artistas marciais em ação.

É a atual santíssima trindade do cinema de artes marciais em plena atividade Donnie Yen com seu novo filme Special Identity e Tony Jaa com JeeJa Yanin em Protetor 2. Sem falar que existem rumores que o diretor  Ringo Lam estaria em negociações para um filme com Donnie Yen e Tony Jaa. Confira o primeiro teaser de O Protetor 2.


sábado, 22 de setembro de 2012

Raging Phoenix (Deu suay doo, 2009) com Jeeja Yanin

Posted by Cândido Augusto on 16:49


Quando Bruce Lee elevou o nível dos filmes de artes marciais, e colocou essa forma de arte no seu devido lugar, transformou os rumos da história do cinema. Cada um dos artistas marciais que vieram depois acrescentaram seus toques pessoais. Jackie Chan adicionou suas acrobacias espetaculares e cenas extremamente perigosas e o famoso estilo bêbado em Drunken Master (1978). Jet Li levou o Wushu a velocidades incríveis, até atores que não conheciam Jet Li e tiveram contato com o ator disseram que, o que era visto na tela é real. Quem pode ver os documentários de Máquina Mortífera 4 (1998) e a entrevista da atriz Rene Russo falando que os socos de Jet Li realmente faziam aqueles barulhos no ar pode constatar. Atualmente Donnie Yen continua mantendo o alto nível das produções e a tradição do estilo Hong Kong.

Mas outros países vem ganhando cada vez mais espaço no gosto dos amantes dessa forma de arte em película. A indonésia com seu brutal The Raid: Redemption (2011) e a Tailândia apostando nos seus dois maiores astros Tony Jaa e na nova rainha das artes marciais Yanin "Jeeja" Vismitananda.

Raging Phoenix é o segundo filme de Jeeja Yanin, se no filme Chocolate (2008) ela era o personagem principal, neste o trabalho é dividido em equipe. O personagem principal fica a cargo do artista marcial Kazu Patrick Tang (Sanim) que já trabalhou com Jet Li no filme Cão de Briga (Unleashed, 2005). Não sei se apenas eu vi isso, mas quando olho para esse ator fico esperando ele gritar "Change Dragon", devido a sua semelhança com o ator da série Esquadrão Relâmpago Changeman.

Raging Phoenix não é dirigido pela nova referencia em termos de pancadaria Prachya Pinkaew que foi responsável por Ong Bak (2003), O Protetor (2005) e Chocolate (2008) ficando aqui creditado apenas como produtor. A direção ficou nas mãos do novato Rashane Limtrakul, talvez por isso o filme tenha tantos altos e baixos. 

A começar pelo enredo surreal demais até para quem curte este gênero, a história gira em torno de uma quadrilha de seqüestradores,  que seqüestram apenas mulheres que exalam uma fragrância distinta, extraem delas suas lágrimas para fabricação de um elixir que daria super força e rejuvenescimento para quem bebesse, valendo milhões no mercado negro.

 Abrindo uma exceção para essa doideira, o filme funciona. Já que o roteiro poderia ter abordado apenas o tráfico de pessoas que soaria bem mais realista e daria outro tom ao filme.

Jeeja Yanin prova mais uma vez que além de lutar muito bem, consegue atuar de forma cômica ou dramática com a mesma desenvoltura. Transformado-se na maior heroína do cinema de ação da atualidade e com o merecido título de nova rainha das artes marciais. Neste filme sua personagem chamada (Deu), sim é esse nome mesmo, é baterista de uma banda que ao ver a traição de seu namorado parte para cima dele durante um show para tirar satisfação. 

 
Com isso ela consegue perder o namorado e ainda ser expulsa da banda. Solitária e sem ninguém passa a beber até cair, num desses momentos, ela é seqüestrada pela quadrilha liderada por um capanga transexual. A maioria dos filmes da Tailândia tem um transexual no elenco, lembrando os filmes de Pedro Almodóvar que sempre recorriam as figuras exóticas urbanas. Seria interessante ver Almodóvar dirigindo um filme de artes marciais, seria bem melhor do que Keanu Reeves. Até mesmo nosso amigo balofão Steven Seagal já enfrentou um em Resgate sem Limites (2003).

Mas voltando ao nosso filme Jeeja Yanin (Deu) tem a tal "fragrância" e é salva por Sanin (Kazu Patrick Tang). Ela acaba conhecendo os companheiros de Sanin os hilariantes Pigshit (Nui Saendaeng), Dogshit (Sompong Lertwimonkaisom) e o soturno Bullshit (Boonprasayrit Salangam), que resolvem ensinar a menina seus estilos de lutar.

  
A profusão de estilos de lutas acaba criando coreografias inconstantes principalmente quando é usado break-dance como forma de luta, alguns golpes parecem sem impacto e suaves demais. Diferente do que aconteceu no filme A Lenda (Su Qi-Er / True Legend , 2009) que também usou street-dance, e se saiu muito melhor. Mas esse filme era dirigido pelo mestre supremo Yuen Woo Ping, então não dá para comparar.

Mas quando é usado Muay Thai a coisa muda de figura com movimentos bem letais e perigosos. Até uma arte chamada Meyraiyuth, é usada onde combina boxe bêbado (Momento Jackie Chan) com a Capoeira. E até mesmo movimentos de Parkour são usados . A Tailândia é adepta da escola Jackie Chan, contusões, ferimentos e cenas perigosas são recorrentes. Se Jackie Chan era criticado por colocar sua vida em risco e a de seus dublês, imagina como não é na Tailândia. E neste filme as referencias e cenas que lembram Jackie Chan são inúmeras.

 
Vale destacar que mesmo o diretor Rashane Limtrakul sendo novato, soube filmar as lutas de forma precisa, com bons enquadramentos. Imagine se esse filme fosse filmado por Michael Bay, Marc Forster ou Paul Greengrass e suas câmeras com mal de Parkinson?. Teríamos aberrações como nos filmes de Bourne e James Bond versão Daniel Craig. O diretor Rashane Limtrakul mesmo com pouca experiência consegue criar algumas cenas que fariam inveja a muito diretor de hollywood.

A cena de combate de Jeeja Yanin contra o personagem Bullshit tem uma fotografia belíssima,  com cores vibrantes e saturadas com um cenário impressionante, a cena de luta é aquela onde você vai acabar apertando a tecla rewind de seu controle remoto para ver novamente. 


Os momentos com uso de CGI não são dos melhores, parece que tem alguém na mesa de edição fanático pelos plug-ins da empresa Red Giant,  não sei se foram exatamente esses que foram usados, mas aparenta muito.

O filme acaba se dividindo em dois momentos distintos, começa de forma cômica e depois entra nos dramas pessoais de cada personagem, causando esses altos e baixos também no roteiro. O clímax do filme se dá quando o grupo consegue localizar o esconderijo dos seqüestradores e encontrar a líder do grupo interpretada pela campeã de fisiculturismo tailandês Roongtawan Jindasing. 

Aproveitado esse lado físico da vilã seus combates com Sanin (Kazu Patrick Tang) são bem coreografados, mas como ela não é uma lutadora o uso de dublês fica evidente.  Até o "golpe dos Trapalhões", aquela famosa estrela que Didi e Dedé faziam em seus filmes tem seu momento. Será que os filmes dos Trapalhões estão circulando na Tailândia?. Não que esse golpe esteja cômico, aqui é usado para machucar mesmo. Estranho também é a vilã estar usando um tênis estilozinho "bamba calçados", não era melhor um coturno militar?  Ela ficaria mais ameaçadora. 

Os furos de roteiros ficam exagerados, já que até o badalado estilo bêbado e deixado de lado e o grupo está totalmente sóbrio.

Mas o que os fãs querem é Jeeja Yanin em ação. E no combate final ela faz valer o título do filme "phoenix furiosa", renascendo das cinzas e encarando a vilã no melhor estilo joelhadas e cotoveladas, e com um pouco do estilo bêbado, a fluidez de Jeeja nas cenas de lutas é incrível, dona de um chute veloz e muita elasticidade faz valer seu terceiro Dan em Taekwondo, aqui você nem precisará apertar a tecla de rewind do seu controle remoto para rever determinada cena, porque em alguns momentos o próprio diretor faz isso, parecendo que nem mesmos eles conseguem acreditar que filmaram uma cena tão foda de luta. 





Sem falar que os fãs vão vibrar com o momento Rocky Balboa onde Jeeja leva golpes brutais de sua oponente e continua avançando. Esse pequenos detalhes fazem valer o filme, o desfecho não recorre aos finais previsíveis. Jeeja termina o filme toda suja, rasgada e sangrando no melhor estilo John McClane. 


O filme pode ser inconstante, mas se você assim como eu adora ver Jeeja Yanin em ação e considera ela uma substituta a altura de Michelle Yeoh, o filme merece ser conferido. Jeeja não é apenas a versão feminina de Tony Jaa, seu estilo de luta evolui a cada filme. Eu aguardo com grande expectativa a participação de Jeeja no filme O Protetor 2 ao lado de Tony Jaa ainda mais dirigido por Prachya Pinkaew. Enquanto o filme não sai, confira Raging Phoenix, o estilo Muay Thai vem garantindo grandes filmes do gênero e com certeza na próxima vez que você jogar Street Fighter você vai acabar escolhendo o Sagat.


 

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