• Mcquade, o Lobo Solitário (Lone Wolf McQuade 1983)

    Chuck Norris em um clássico absoluto mesmo depois de 30 anos de seu lançamento [...]

  • HELLDRIVER (2010) CLÁSSICO GORE

    Desde que George Romero criou seu clássico definitivo A Noite dos Mortos Vivos (1968), é praticamente impossível dizer quantos filme sobre o tema zumbi foram feitos até hoje, está aí um trabalho que nenhum historiador se aventurou até hoje. Helldriver é uma das mais divertidas referencias ao estilo zumbi. Um George Romero com anabolizantes . [...]

  • DEIXEM AS BALAS VOAREM

    Esse filme estreou em 2 de março no mercado americano e como fã do grande ator Chow Yun-Fat não poderia deixar de destacar este filme chinês de 2010 dirigido por Jiang Wen (A Arma Perdida, Guerreiros do Céu e da Terra, Os Demônios Batem na Porta)[...]

  • E AGORA DC COMICS? LIGA DA JUSTIÇA vs VINGADORES

    Depois do estrondoso sucesso do blockbusters Vingadores, surgem vários rumores sobre o desespero da Warner em colocar o projeto Liga da Justiça como prioridade. A DC Comics sempre achou que tinha os heróis mais rentáveis, que os da Marvel, e que não precisava se preocupar com Vingadores[...]

  • EU ODEIO O NOVO 007

    Todas as pessoas tem direito de não gostar de alguma coisa e tem o direito de discordar, em 2005 eu criei a comunidade no quase finado orkut (Eu Odeio o Novo 007), e não fui o único já que existe o site Daniel Craig is not Bond.com que está no ar a todo vapor.[...]

  • ANIMAÇÃO RUIN (2012)

    Dois anos foram necessários para a realização desse curta, criado por Wes Ball nos estúdios Oddball Animation, a animação RUIN é um espetáculo visual pós-apocalíptico com fortes influências de filmes como Fuga de Nova York (Escape from New York) filme dirigido por John Carpenter em 1981.[...]

  • RESIDENT EVIL CAFE BAR

    Já imaginou comer num restaurante temático baseado na série Resident Evil. Situado no município de Shinjuku, no Japão, o estabelecimento foi batizado de Capcom Bar.[...]

  • DIRTY LAUNDRY - A volta do Justiceiro

    Parece que Thomas Jane está com saudades de sua época de Justiceiro, Jane apareceu na San Diego Comic-Con com um fã-filme completamente não-oficial que gira em torno do personagem. O curta chamado DIRTY LAUNDRY [...]

  • HELLBOY realiza sonho de um garoto de 6 anos

    Ator Ron Pearlman famoso por seu personagem Hellboy, deu um exemplo que muitos atores metidos a estrelas deviam seguir. Junto com Make-a Wish Foundation, uma fundação que ajuda crianças com doenças graves a realizar sonhos. [...]

Mostrando postagens com marcador Asian Movies. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Asian Movies. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de julho de 2018

Zombie Fight Club ( 屍城 2014) ruim é pouco !!!

Posted by Cândido Augusto on 06:44


Se alguém pedir uma indicação de um filme ruim para assistir Zombie Fight Club (Shi cheng 屍城 2014) é o melhor escolha. A idéia quando você vê o título ou o trailer não é ruim, o que faltaria ainda fazer num filme de zumbi?. Só faltava mesmo um filme de artes marciais, enfrentar os zumbis na mão distribuindo porrada. Mas até nisso esse filme erra feio, talvez tenha uma ou duas cenas que você vá se empolgar assistindo mas é só isso. 

A referência ao Clube da Luta de David Fincher no título é só propaganda enganosa. Mesmo com o ator que é tido como grande promessa das artes marciais Andy On o filme é ruim de doer, você não sabe se Andy On aceitou porque estava com algum aluguel atrasado para pagar e resolveu embarcar nessa. 

 O filme tenta te chocar tem de tudo no filme sadismo, estupros, desmembramentos, fetichismo e até piadas !!. O filme copia descaradamente tudo que já foi feito no cinema e na TV, até mesmo O Governador de The Walking Dead é feito descaradamente. Vamos desde do bebê zumbi do Zack Snyder até Sigourney Weaver em Aliens. 

É um apocalipse zumbi cheio de modelos andando de bikini e shortinho pelo filme. Mas este filme é tão ruim que Zombie Ass: Toilet of the Dead (2011) é melhor !!!. Mas se você quer filmes gores com bikinis veja outros como The Big Tits Zombie (2010), Oneechanbara: The Movie (2008) ou até mesmo o americanizado As Strippers Zumbi (Zombie Strippers, 2008). São exemplos muito melhores de filmes gore e trash, que não se levam a sério e são 10 vezes melhores do que este. 



 Zombie Fight Club (屍城 2014) é o cumulo do mal gosto se leva a sério e quer fazer piada. Talvez a única piada engraçada seja a da empregada jogando sal no zumbi porque ela viu que na série Sobrenatural isso dá certo. Nem dá para classificar como filme trash é apenas um filme que nem merecia ser lançado, você realmente não sabe como alguém libera orçamento para isso. Sem falar que este filme "seria" continuação do que parece ser outra bomba chamado Zombie 108 (2012). Parece um filme escrito por moleques adolescentes que baixaram plug ins de video na internet e resolveram fazer um filme. 

O diretor Joe Chien parece que tomou as mesmas drogas que aparecem no filme. Realmente você fica se perguntando como nomes relativamente conhecidos do cinema asiático como Andy On e Philip Ng se prestam a fazer essas bombas é o tipo de filme que leva carreiras ladeira a baixo. 



Se você acha que Zack Snyder foi sexista e fetichista por Sucker Punch (Mundo Surreal , 2011) nem imagina o que vai encontrar neste filme. Este filme deveria ser usado como cartilha do que não se fazer em um filme de zumbi.

Um ótimo exemplo de como criar algo novo e com qualidade em filmes de zumbi está no filme Invasão Zumbi (Train to Busan, 2016) e mesmo assim tem quem ache ele um filme ruim. Invasão Zumbi comparado com Zombie Fight Club é uma obra prima merecedora de oscar !!!. Mas se mesmo assim você quiser perder tempo é por sua conta e risco.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Kung Fu Jungle (2014) trás homenagem de Donnie Yen ao tradicional cinema de Hong Kong

Posted by Cândido Augusto on 09:13


Uma das coisa que Donnie Yen não pose ser acusado, é na diversidade de seus filmes. Quando foi lançado Special ID (Dak siu san fan / 特殊身份, 2013) uma parcela do público reclamou que Donnie estava usando muito MMA e deixando o estilo clássico de artes marciais de lado. Outros gostam dos tradicionais filmes de épocas e outros preferem Donnie em filmes ambientados em locais urbanos.

Mas agora com Kung Fu Jungle (2014), Donnie conseguiu reunir o melhor desses dois mundos, um filme urbano com o melhor estilo clássico de artes marciais. Depois de dois filmes que acabaram prejudicados pelo uso excessivo de computação gráfica como Iceman 3D (2013) um remake de um filme de 1980 dividido em duas partes, que até tentou reunir esse dois mundos trazendo samurais para nossa época, mas que se atrapalhou em explorar essa idéia em meio ao exagero 3D. E o filme The Monkey King (2014) que confesso que as três vezes que tentei assistir caí no sono, pode-se dizer que é um filme exclusivo para a criançada, que mesmo explorando a lenda do Rei Macaco dificilmente vai ser o preferido dos fãs de Donnie. 

Kung Fu Jungle (2014) faz uma bela homenagem ao clássico cinema de Hong Kong, em alguns momentos lembra os filmes dos anos 70. Com uma bela fotografia a cargo de Horace Wong que trabalhou com John Woo em The Killer (1989) e Fervura Máxima (Hard Boiled, 1992) e trilha sonora com todos os elementos clássicos que gostamos de ouvir. Donnie retorna a parceria com o diretor Teddy Chen com quem filmou Guarda Costas e Assassinos (Bodyguards and Assassins, 2009). 

 O filme tem várias referencias e homenagens ao mundo das artes marciais, se você não se emocionar quando surge a homenagem a Lau Kar-Leung ou não identificar ela, este não é seu tipo de filme. Homenagens a Drunken Master (1978) e a aparição da lenda viva Raymond Chow fundador da Golden Harvest tornam o filme único. Realmente reconhecer todas as referências, detalhes e rostos que aparecem é um belo desafio, alguns você só ira encontrar nas cenas pós-créditos. Repetição das palavras "Yes, Madam" fazem os apreciadores do gênero voltarem no tempo. Se você encontrar o pôster de Os Guerreiros da Montanha (Zu Warriors From The Magic Mountain, 1983) já que um dos atores desse filme Meng Hoi está em Kung Fu Jungle (2014), pule de alegria porque você faz parte desse mundo. 

Donnie é Hahou Mo, um mestre de artes marciais preso depois de matar um outro mestre por acidente (Bey Logan). Mas quando surge um serial killer (Wang Baoqiang) que está matando todos os grandes mestres marciais, Donnie se oferece para ajudar a inspetora de polícia (Charlie Yeung) em troca de sua liberdade e da proteção de sua amada (Michelle Bai). 


Mesmo Donnie dando espaço maior ao personagem de Wang Baoqiang, que cria um vilão transitando entre a demência e dor com eficiência as vezes exagerando em algumas caretas, os combates de Wang são impressionantes. Belas cenas como a que ele treina artes marciais enquanto sua esposa recita o livro Tao Te Ching trazem um lirismo ainda maior ao filme. A luta com espadas com Fan Siu Wong é de uma velocidade absurda, sem falar na luta estilo grappling de Yu Kang contra Wang Baoqiang que a muito tempo não se vê algo igual. Apesar de algumas lutas serem curtas elas vão num crescente até o famoso combate final entre Donnie e Wang Baoqiang. 

 A interpretação de Donnie Yen está mais contida evitando piadas e humor como em Special ID (Dak siu san fan / 特殊身份, 2013) trazendo a seriedade que ele fazia em Flash Point (2007) e com um roteiro mais equilibrado tem um ritmo melhor do que filmes anteriores. Como de costume, Donnie Yen mesmo com seus 51 anos de idade, é a perfeição física em forma de arte marcial, a luta final contra Wang Baoqiang em meio a uma auto-estrada é brutal. 


O filme também trás uma mensagem aos que desejam ser o número 1 a qualquer custo, algo que até Bruce Lee teve que enfrentar na vida real, já que uma vez um sujeito pulou o muro de sua casa para desafiá-lo para uma luta, não preciso nem dizer o que aconteceu a esse sujeito. 

Mesmo com filmes como Operação Invasão 2 (The Raid 2: Berandal, 2014) como concorrentes, a velha escola de Hong Kong ainda está viva e Donnie Yen faz uma homenagem bela e sincera, assim como foi feito em outro filme Once Upon a Time in Shanghai (2014) que homenageava Bruce Lee, a tradição e o clássico são eternos. Então imaginem como não está a ansiedade de nós que somos fãs desse grande artista marcial, para a aguardada seqüência de O Tigre e o Dragão 2 (Crouching Tiger, Hidden Dragon: The Green Legend, 2015). 

Kung Fu Jungle (2014) é um filme feito para fãs, indispensável a todos que acompanham a trajetória desse grande artista marcial Donnie Yen.



domingo, 13 de julho de 2014

Operação Invasão 2 (The Raid 2: Berandal, 2014) - Uma obra prima da violência cinematográfica.

Posted by Cândido Augusto on 09:19


A tão aguardada seqüência de Operação Invasão (The Raid: Redemption, 2011), chega cumprindo as promessas que o diretor Gareth Evans fez. Mais violência, mais ação, e muito mais sangue. Quem acompanha esse blog sabe o quanto sou fã de John Woo e como o primeiro filme de Gareth Evans lembrava a obra prima de John Woo chamada Fervura Máxima (Hard Boiled, 1992). Quando vi que esse filme tem quase 2 horas e 30 minutos, a pergunta de como Evans iria conduzir essa epopéia violenta é imediata. 

Operação Invasão 2 (The Raid 2: Berandal, 2014) não escapa da comparação com o primeiro filme, nessa seqüência o diretor Gareth Evans evolui trazendo um filme esteticamente bem pensado, com ângulos de câmera criativos e uso de câmera lenta em momentos cruciais, lembrando os bons momentos de John Woo. Mas em comparação com o primeiro essa estética acaba retirando um pouco aquele clima claustrofóbico, e de medo. E também um pouco daquele estilo de filme feito na marra que o primeiro continha. Mas em compensação ele cria um espetáculo visual a violência. 


Se todos pensavam que a vida do personagem Rama (Iko Uwais), não poderia passar por um inferno maior como visto no primeiro filme, em The Raid 2 o inferno é multiplicado por dez. Não podendo levar a justiça o policial corrupto resgatado no primeiro filme, já que a corrupção na policia é muito maior do que se pensava Rama se vê sem saída. A máfia executa o irmão de Rama, e o único jeito de proteger sua família é participar de uma equipe contra corrupção policial. 


Rama (Iko Uwais) se vê obrigado a atuar como policial disfarçado, indo para uma prisão tentar ganhar a confiança do filho de um dos grandes chefes da máfia. O que era para ser resolvido em alguns meses, acaba virando dois anos tempo esse que ele também está afastado de sua esposa e filho. 

É nessa prisão que acontece a famosa luta no pátio que apareceu em alguns trailers, que lembra a cena de Bruce Wayne (Christian Bale) em uma prisão oriental vista em Batman Begins (2005). Para se preparar e lutar por sua sobrevivência Rama (Iko Uwais) treina seus socos em uma parede, seria uma referência ao filme Kickboxer - O Desafio do Dragão (1989) de Jean-Claude Van Damme, onde o vilão treinava chutes contra uma pilastra?. 


No primeiro filme o ritmo era intenso e não dava espaço nem para você respirar, este segue algo mais intercalado, mas nem por isso menos sanguinolento. Nesta seqüência o sangue jorrando é ainda maior que no primeiro, mesmo tendo uma ou duas cenas gratuitas, aqui o gore corre sem piedade. O pessoal que é fã do primeiro filme vai notar uma ou outra cena que reciclam idéias do filme anterior mas nada que atrapalhe. Rama (Iko Uwais) segue seu inferno ao lado do filho do mafioso interpretado pelo ator Arifin Putra que é a cara do falecido Brandon Lee !!!. Que a todo custo pretende tomar o lugar de seu pai. Alias o comportamento dos mafiosos no filme remetem a outra referência que são os filmes de gângster de Takeshi Kitano.


Algo meio confuso é a volta de "Mad Dog", mesmo não sendo o mesmo personagem do primeiro filme. Mas como não repetir algo tão tenebroso como foi o personagem do Mad Dog vivido pelo coreógrafo Yayan Ruhian?, aqui ele está ainda mais assustador, como se tivesse voltado do inferno.


Uco (Arifin Putra) se une a outro criminoso Bejo (Alex Abbad) para começar uma guerra de gangues que destruiria os concorrentes japoneses e tomar o lugar do pai. E quando essa guerra começa que o filme cria cenas antológicas, o vilão Bejo possui três capangas, dois deles entram para os vilões inesquecíveis do cinema. O cara do taco de beisebol é facilmente esquecível, mas a "Menina dos Martelos" feita pela atriz Julie Estelle é a vilã mais implacável e brutal da história, é aquele tipo de cena que você nunca mais vai esquecer. Para se ter uma referência ela faz a Gogo Yubari de Kill Bill (2003) parecer uma freira. 



O Outro vilão é o artista marcial especialista em Silat chamado Cecep Arif Rahman, mas esse eu comento mais a frente. 

A partir desse ponto o filme segue criando uma cena antológica atrás da outra, a cena onde Rama (Iko Uwais) é atacado dentro de um restaurante é de um sincronismo absurdo, acaba lembrando o filme The Man From Hong Kong (1975), que tem uma cena parecida pode ser uma referência ou não, só mesmo perguntando ao diretor. Infelizmente o diretor Gareth Evans acaba fazendo mais uso da famosa câmera com mal de Parkinson, para nossa sorte ele vai diminuindo no decorrer do filme, parecendo intencional. 

Acredito que o único deslize para mim, era a tão aguardada perseguição de carros feito pelo coordenador Bruce Law, que também dirigiu a cena de perseguição do filme Special ID (Dak siu san fan / 特殊身份, 2013) com Donnie Yen. Acredito que pelo diretor tentar criar tanta inovação, a intenção de filmar a cena de um ângulo impossível como de "cima", acabou cortando o clima da cena. Deixando para o filme Special ID a melhor cena de perseguição de carros. 


Mas nada nesse mundo vai preparar o leitor para o combate final de Rama (Iko Uwais) contra o assassino vivido por Cecep Arif Rahman. Se todos pensavam que não haveria maneiras de superar aquele combate com Mad Dog do primeiro filme, nem de longe imaginam o que foi feito em The Raid 2. Mesmo o diretor Gareth Evans ter listado seu Top 5 de melhores cenas de ação no cinema, nada vai preparar você leitor para a cena final.


A coreografia da cena final consegue criar o ápice da extrema e visceral violência jamais vista no cinema, um combate fulminante sem direito a respiração. Em cada golpe desferido da para sentir a presença da morte a cada segundo. Isso nunca foi feito no cinema com tamanha veracidade e vai demorar para alguém criar algo tão mortal. Com todo respeito aos heróis Jackie Chan, Jet Li e Donnie Yen mas para mim já esta eleita a melhor cena de luta de 2014 e se bobear de 2015, o início da cena é uma homenagem direta a Bruce Lee e seu famoso combate contra Robert Wall (O'Hara) em Operação Dragão (Enter the Dragon, 1973). Sem palavras para descrever o que foi feito, então amigo leitor não perca mais um segundo para assistir está obra prima da violência extrema.


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Trinity Goes East (1998) filme traz encontro de Bruce Lee com a série Trinity de Bud Spencer e Terence Hill

Posted by Cândido Augusto on 21:04


Bud Spencer e Terence Hill encontram Bruce Lee, pode parecer inacreditável mas alguém pensou que isso podia virar filme. Houve muito questionamento sobre o novo filme Robocop (2014) que o diretor José Padilha, não teve liberdade criativa de colocar todas suas idéias no filme, tendo que seguir regras e algumas ordens do que deveria ser feito. Mas agora amigo leitor imagine um diretor e toda uma equipe "técnica" que não tem compromisso com nada nem com ninguém? 

Aproveitando o famoso movimento Bruce Lee Exploitation dos anos setenta, que rendeu pérolas trash como Bruce Lee Fights Back From The Grave (1976), The Clones of Bruce Lee (1981). Os anos noventa não poderiam ficar de fora, e temos Trinity Goes East (1998) algo como "Trinity vai ao Oriente". 


O filme é dirigido por Robert Tai que é sem dúvida um dos diretores de filmes de kung fu mais influentes que trabalham na indústria foi coreógrafo na Shaw Brothers, e já foi diretor de ação em clássicos como 5 Venenos Mortais (The Five Deadly Venoms, 1978), mas também não escapa do termo o rei da picaretagem. Numa comparação maluca pode se dizer que Robert Tai seria por exemplo o Uwe Boll asiático. 

Também já teve a cara de pau de lançar Fist of Legend 2: Iron Bodyguards (1996) na tentativa de pegar carona no clássico de Jet Li Lutar ou Morrer (Jing wu ying xiong / Fist of legend, 1994). E na cara de pau usou um ator chamado Jet Le, seu filme Fist of Legend 2 também conta com a participação do famoso Bolo Yeung. 

 Trinity Goes East (1998) faz parte daqueles famosos filmes que de tão ruim, cretino e sem noção, acabam divertindo ainda mais. Somente uma mente insana poderia imaginar uma junção e ao mesmo tempo picaretagem em cima dos filmes Trinity e juntar a isso Bruce Lee. 

 Você pode até estar se perguntando um filme que usa os personagens clássicos dos filmes Eles me Chamam Trinity (Lo Chiamavano Trinità, They Call Me Trinity, 1970) e sua seqüência Trinity Ainda É Meu Nome (Trinity Is Still My Name, 1971), não tem como dar errado, depende da intenção. 

O mais próximo de Trinity que se pode chegar nesse filme, é na trilha sonora de Alessandro Alessandroni, que acaba usando os assobios clássicos da trilha original. Para piorar ainda mais o melhor ator no filme é um porco, sim o animal. De repente as "camadas" nesse filme sejam ainda maiores do que eu pensei, então Bruce Lee encontra Bud Spencer e Terence Hill mais o Babe, O Porquinho Atrapalhado!!!!. 

Para representar a dupla mais querida do cinema o papel de Trinity que antes era de Terence Hill, cai nas mãos do sem vergonha Steve Tartalia que já foi vilão em Um Kickboxer Muito Louco (Armour of God II - Operation Condor, 1991). 


Para o personagem Bambino de Bud Spencer é chamado o quase semi-mendigo (pelas roupas que usa no filme) Roberto Lopez que é fundador da firma Stuntworks de dublês. Steve Tartalia (Trinity) faz um esforço sobre humano para tentar fazer qualquer trejeito que lembre Terence Hill, mas pode ter certeza que nem em 20 anos ele consegue, tamanha a canastrice desse cara. Tem momentos que se nota que ele não esta prestando atenção ao diálogos dos outros personagens. 

 O filme já abre logo com um ataque ninja em plena luz do dia, lembram como os ninjas somem jogando aquela cortina de fumaça?. Pode esquecer, isso é para amadores, eles somem na base do corte seco no video. 


Nosso amigo Bruce Lee cover é "interpretado" por um ator chamado Sky Dragon (Meng Ray) que ao que parece só fez esse filme. Se bem que a semelhança desse ator com o Bruce Lee verdadeiro é maior do que aquele sujeito que foi usado lá em O Grande Mestre - A Batalha Final (Ip Man - The Final Fight, 2013). 


Bruce cover invade o Templo Shaolin e enfrenta o nosso diretor picareta Robert Tai o abade do templo. Depois de dar uma surra no abade se descobre que ele está ali, enviado por um chefe de uma vila para proteger o templo e a esfera do Dragão. Melhor impossível você surra primeiro e se apresenta depois. 

Trinity agora é um ladrão picareta que rouba a esfera do Dragão do Templo Shaolin, para vender ao vilão do filme o ator que foi o rei dos chutes no cinema asiático John Liu (Roger Pacshy). Para termos certeza que o diretor está a frente de seu tempo Steve Tartalia (Trinity) consegue se livrar de .....amigos leitores vou chamar de Bruce cover, não tem como. Ainda mais com aqueles óculos escuros!!!. Então Trinity consegue se livrar de Bruce cover com um drone!!!!!!. 

Roberto Lopez (Bambino) e seu porco de estimação, chegam ao templo e descobrindo a situação partem em busca de Trinity, com a ajuda não requisitada do nosso Bruce cover. O primeiro alívio visual no filme é da bela atriz Helena Lee Hung (Wen Ling), talvez a cena mais ou menos artisticamente bem filmada do filme seja a entrada dela. Digo mais ou menos porque não sei se a cópia do filme que tenho é ruim ou o diretor filmou mesmo no contra luz, com céu nublado sem qualquer cerimônia se o fundo está bom ou não. Mas acho que é querer demais imaginar que alguém se preocupou com isso. 


Ela trabalha como guia de turistas num hotel onde Trinity se esconde, e acaba virando o interesse amoroso de Trinity. Se Steve Tartalia já não convencia como Trinity imagina como galanteador, é tão irritante que você começa a torcer para Roberto Lopez (Bambino) dá-lhe uma porrada. 

Nesse hotel é onde acontece algumas das cenas mais hilárias, o "porquinho atrapalhado" acaba comendo a esfera do Dragão, em várias cenas da para notar que o porco também tem seu dublê de borracha. Mas aqui ocorre algumas cenas em que o pessoal da sociedade protetora dos animais deixaram passar. Trinity sacode, chuta, joga para o alto o porquinho, e dá para ver que não é o porco de borracha!!!. 


Como a esfera demora para ser entregue o vilão John Liu (Roger Pacshy) acaba ligando para o Disk-Ninja!!!!...Já que os ninja tem celular!!!. Os ninjas vão ao encontro da dupla, para seqüestrar Helena Lee Hung (Wen Ling), mas são impedidos com a ajuda de Bruce cover. Por um instante você até lembra o clássico Ninja, a Máquina Assassina (Enter the Ninja, 1981) as lutas até que não são ruins, já que quase todo mundo no filme é dublê.  



Numa segunda tentativa um grupo de capangas consegue seqüestrar Wen Ling, viram como é um diretor coerente, capangas conseguem o que os ninjas não conseguiram!!!. É onde entra um grande dilema do filme o porco fica doente por causa da esfera. E agora vamos salvar Wen Ling ou cuidar do porco?..adivinha qual é a prioridade?. 

 A cena emotiva de Roberto Lopez (Bambino) com o porco é para dar gargalhada por um bom tempo, nisso o porco morre mas ele ressuscita!!!!!. E Trinity consegue roubar de novo a esfera do Dragão para salvar Wen Ling que esta na vila, a preocupação de Trinity parece nenhuma, mas o que dizer de um "ator" que perde em atuação para um porco. Bambino e seu porco seguem para a vila e são atacados pelos ninjas. Só que nessa luta até o porco enfrenta os ninjas!!!. 


 Depois de todas essas reviravoltas temos finalmente o confronto do nosso Bruce cover contra o vilão John Liu (Roger Pacshy) na vila. E depois dessa montanha russa de loucuras você não vai acreditar na conclusão dessa saga, só vendo mesmo. A luta de Bruce cover e John Liu pode ser vista nesse video:



O diretor Robert Tai deve estar realmente a frente de seu tempo, para tanta idéia absurda em tão pouco tempo. Se bem que se fosse cortado uns 20 minutos desse filme com diálogos inúteis ele teria até um ritmo ágil, já que o filme parece maior do que é. Por mais que você queira entender a mente esquizofrênica do diretor, a sua genialidade deve ser única. 

Porque fica a pergunta ele queria agradar quais fãs?... os do Bruce Lee?...Os fãs de Bud Spencer e Terence Hill?...ou do pessoal que curte os filmes de kung fu?. No melhor das hipóteses ele queria era tomar uma coça do três grupos de fãs...de repente um processo não faria mal. Mas Robert Tai não se deu por vencido no ano seguinte foi explorar o Blaxploitation com Shaolin Dolemite (1999), mas esse fica para outra vez. 

Me pergunto se alguém em sã consciência, realmente acreditou que estaria vendo o terceiro filme da série Trinity, ou um filme de Bruce Lee. Se bem que no caso de Bruce Lee eu já presenciei alguém perguntado: "Quem é Bruce Lee?". Mas se você que é louco por filmes, e assim como eu é fã dessas três vertentes do cinema, não vai conseguir resistir a assistir a mais esta pérola trash.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O Protetor 2 (Tom Yum Goong 2, 2013)

Posted by Cândido Augusto on 14:07


E finalmente chegamos em O Protetor 2 (Tom Yum Goong 2, 2013) a aguarda parceria entre Tony Jaa e JeeJa Yanin criou uma expectativa que fez muitos fãs de artes marciais perderem o sono de curiosidade de qual seria o resultado final. 

A volta do diretor Prachya Pinkaew gerou uma confiança de que o filme ia ser uma obra prima das artes marciais, já que o diretor foi responsável por sucessos como Ong-Bak - Guerreiro Sagrado (2003), O Protetor (2005), Chocolate (2008) e Ong Bak 2 - O Guerreiro Sagrado Voltou (2008).

 Mas como muitas expectativas geram grandes responsabilidades, algo deu muito errado para o filme. Por mais que eu gostaria de defender o filme, fica impossível acreditar no rumo que o filme levou. A história é bem simples nosso herói Kham (Tony Jaa) perde outro elefante e vai atrás de todos os culpados arrebentando tudo para recuperá-lo. Essa premissa simples não é o problema maior do filme. 

Todos os valores que foram passados no primeiro filme, como respeito e promessas, acabaram se perdendo neste filme. A cena inicial consegue ter um pouco do primeiro filme, mostrando que nem tudo na vida pode ser comprado, essa mensagem vale muitos nos dias de hoje. Já que ainda existe muita gente achando que pode subjugar, ameaçar ou mudar valores das pessoas através de dinheiro. Mas isso é logo esquecido ao longo do filme, já que o filme vira um trem desgovernado. 

A cena de perseguição de motos que foi tão divulgada nos trailers, por mais que me doa falar parece o encontro do pior diretor de hollywood com os absurdos do cinema Bollywood. O uso de cabos e imagens geradas por computador (CGI) acaba sendo uma das piores coisas do filme. Por mais esforço que Tony Jaa tenha tentado dar as acrobacias feitas, não chega nem perto de nenhum dos filmes anteriores estrelado por ele. Em algumas cenas Tony Jaa está irreconhecível. 


O tão aguardado encontro entre Tony Jaa e JeeJa Yanin, acabou sendo decepcionante, alias a participação de JeeJa Yanin foi completamente subaproveitada. Sinceramente eu não sou diretor de cinema nem roteirista, mas antes do filme eu imaginei tantas cenas grandiosas para JeeJa Yanin que nem acreditei no que vi. Jeeja é mostrada no filme como uma lutadora que precisa vingar a morte de seu tio e irmã, só que não consegue derrotar ninguém na porrada??!!. Se você adorou filmes como Chocolate (2008) e Raging Phoenix (2009) com a Jeeja Yanin, vai se surpreender com o que aconteceu em Protetor 2, da vontade de dar uma surra no roteirista desse filme. 

Mas nem tudo está perdido a luta de Tony Jaa e JeeJa Yanin contra o capanga chamado de número 2 vivido pelo artista marcial Marrese Crump faz valer o filme e você desculpar os absurdos anteriores. Mesmo assim as lutas já não tem aqueles takes longos com poucos cortes e filmadas de planos abertos. Muitas coisas no filme parecem americanizadas, tirando toda aquela força de um bom filme asiático, até mesmo falta de idéias já que algumas cenas são recicladas até mesmo do filme Ong-Bak - Guerreiro Sagrado (2003), como a perseguição inicial e a luta com fogo. Talvez tenha sido essa a intenção do diretor em criar um filme mais americano, mas esse foi seu pecado mortal. 


É bem difícil apontar boas coisas no filme, já que boas lutas se perdem em meio a efeitos toscos de CGI, e personagens ao vento como o caso da atriz Rhatha Phongam que é a vilã número 20, que tem um desfecho que você não vai acreditar. Acaba sendo decepcionante, porque este deve ser o último filme de Tony Jaa na Tailândia, já que ele está em hollywood filmando Velozes e Furiosos 7 e todos sabemos o que acontece quando um artista marcial de verdade chega em hollywood. 


E triste dizer mas O Protetor 2 (Tom Yum Goong 2, 2013) tem que ser assistido com expectativas bem baixas, talvez assim de para curtir algumas cenas, existe uma nuvem negra sobre os filmes asiáticos ultimamente. Donnie Yen quase deixa a desejar com Special ID (Dak siu san fan / 特殊身份, 2013) mas pelo menos a ação está impecável, e agora Tony Jaa e JeeJa Yanin acabam sendo subaproveitados. Agora só nos resta apostar todas as fichas em "The Raid 2: Berandal".


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Journey to the West: Conquering the Demons (2013)

Posted by Cândido Augusto on 13:09


Stephen Chow voltou e com ele todas as loucuras que vimos em Shaolin Soccer (2001) e Kung-Fusão (Kung Fu Hustle, 2004). Como disse quando saiu o trailer de Journey to the West: Conquering the Demons (2013) juntar a esse estilo a beldade taiwanesa Shu Qi não podia dar errado. 

Sinopse: A história começa numa tranqüila vila de pescadores onde a paz é interrompida por um ataque de um demônio da água. Um falso monge taoísta acaba enganando os pescadores enquanto o verdadeiro monge Chen Xuanzang ( Wen Zhang ) é ridicularizado por todos, já que pretende fazer a expulsão do demônio através de amor, bondade e um livro de 300 rimas. Os moradores não deixam Chen Xuanzang fazer seu trabalho quando é amarrado para ser enforcado por ser uma farsa. 


Xuanzang assiste impotente ao demônio da água aparecendo e causando estragos na pequena aldeia. O dia só é finalmente salvo quando a real caçadora de demônios Duan ( Shu Qi ) aparece e extermina o demõnio. Desanimado com o seu fracasso, Xuanzang volta ao seu mestre ( Cheng Sihan ) que lhe diz a sua falta de fé era a raiz de não conseguir banir o demônio. Então Xuanzang parte em uma viagem em busca de iluminação e sabedoria. Onde novamente vai esbarrar com Duan ( Shu Qi ) quando enfrentarão Pig Demon ( Chen Bingqiang ) e vão descobrir que só podem vencer esse demônio com a ajuda de Sun Wukong, também conhecido como o Monkey King ( Huang Bo ). 

Contar qualquer detalhe a mais sobre a história pode estragar as várias surpresas reviravoltas e loucuras que o diretor Stephen Chow criou para quem ainda não assistiu o filme. Ainda sem tradução nacional "Jornada ao Oeste Conquistando Os Demônios" é um dos quatro grandes romances clássicos da literatura chinesa, escrito no século 16 durante a Dinastia Ming por Wu Cheng’en. Além de Jornada ao Oeste, os outros três romances são A Margem da Água, O Romance dos Três Reinos e O Sonho da Câmara Vermelha. Jornada ao Oeste, no entanto, foi a história que inspirou Akira Toriyama na criação de Dragon Ball Z — Son Goku equivale a Sun Wukong, o Rei Macaco.

 Journey to the West: Conquering the Demons (2013) marca a volta do diretor depois de nove anos desde Kung Fu Hustle (2004), isso sem falar de CJ7 - O Brinquedo Mágico (2008) que como é um filme para criançada não conta. Para ser sincero tive que assistir o filme duas vezes, para tentar evitar falar que a atriz Shu Qi carrega esse filme nas costas, mas foi inevitável. Não que o filme seja ruim, todas as marcas registradas e talentos do diretor Stephen Chow estão lá. 


Só que a presença da beldade Shu Qi supera qualquer coisa feita. Completamente a vontade no filme Shu Qi vai do drama a comédia com energia incrível que transcende a tela. Com apenas um olhar transmite candura, molecagem ou dor com uma desenvoltura magnética. Vai ser impossível você desgrudar os olhos dela durante o filme. Apesar do filme ser baseado num romance clássico da literatura chinesa, o filme é dela. 



 É imperdível a performance da atriz ou você pretende perder uma dança de Shu Qi com cabelos ao vento sob a luz do luar? 

Na seqüência inicial o diretor Stephen Chow mostra sem pena como impactar a platéia. Quando ele lida com uma menina cujo pai finge se afogar, a facilidade como diretor consegue transitar de comédia a tragédia é de uma fluidez angustiante. Essa cena vai testar todo seu lado emocional, e ainda estou na dúvida se essa cena deveria estar lá. E isso estamos falando de um filme que seria primordialmente uma comédia, sem falar que essa mesma cena ainda conta com saltos de pessoas sobre passarelas e pontes frágeis e uma gangorra. 


No filme também existem toda aquela galeria de personagens loucos, que o diretor costuma criar, cenas impagáveis com o humor irreverente, que costuma ser marca registrada do diretor.


O diretor liga sua montanha russa de criatividade, passeando por tudo que você possa imaginar ação, mitologia chinesa, comédia, fantasia, romance e artes marciais. Também é possível notar que aos poucos o nível de CG dos filmes asiáticos vem evoluindo a cada filme, e neste filme alguns dos efeitos já são quase convincentes. 

Nem tudo pode ser elogio, porque me pergunto quantas vezes mais a palma do Buda vai aparecer em um filme. Com tantas lendas e mitologias na cultura chinesa quantas vezes iremos também ver o Rei Macaco? Em 2014 vou vê-lo de novo em The Monkey King novo filme onde Donnie Yen será o Rei Macaco. 

Rumores dizem que este filme seria o início de uma trilogia ou até mesmo uma quadrilogia, e que Stephen Chow estaria pensando em filmar os outros romances, mas acho bem difícil ainda mais sem a presença tão marcante como foi Shu Qi neste filme. Mas deixando isso de lado Journey to the West: Conquering the Demons (2013) é uma viagem imperdível ao mundo de Stephen Chow que está no ápice de seus talentos e incríveis loucuras. Não perca este filme que é diversão garantida.



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Special ID (Dak siu san fan / 特殊身份, 2013) resenha do novo filme de Donnie Yen

Posted by Cândido Augusto on 17:27


O herói Donnie Yen está de volta!!!. Filmes de artes marciais tem que ser feito por quem sabe, Donnie Yen volta ao estilo de filmes que muitos fãs esperavam, em ambiente urbano. Special ID (特殊身份, 2013) traz de volta a variedade de estilos de luta que Donnie Yen domina. O precursor no cinema dessa mistura de estilos foi Bruce Lee, já em Operação Dragão (Enter the Dragon, 1973) já víamos cenas de artes marciais mistas, imaginem se Bruce não tivesse morrido o nível que ele teria alcançado. 

Em uma antiga entrevista a um site Donnie Yen foi perguntado sobre quais seriam os melhores filmes de artes marciais de todos os tempos e Operação Dragão está entre eles: 

"Operação Dragão (Enter the Dragon, 1973) e A Fúria do Dragão (Fist of Fury, 1972) , porque é estrelado pelo meu ídolo de todos os tempos, Bruce Lee. A Vingança do Filho Pródigo (The Prodigal Son, 1981), estrelado por Yuen Biao, e dirigido por Sammo Hung. O Mestre Invencível (Drunken Master, 1978) , com Jackie Chan, dirigido por meu Sifu, Yuen Woo-ping ele criou um novo estilo de comédia de kung fu. Heróis do Oriente (Heroes Of The East, 1978) , por Lau Kar-Leung. E outro que não é tecnicamente um filme de kung fu, mas eu amei o último filme Rocky, Rocky Balboa muito comovente, e a última luta foi incrível!." 

Special ID (特殊身份, 2013), tem algumas mudanças, que pode não agradar a todos. Quem tem os filmes como Comando Final (Saat po long / S.P.L/ Killzone, 2005) e Flashpoint (2007) como seus prediletos vai notar algumas diferenças. Mais tentativas de humor e mudanças para humanizar e tirar aquele ar fodão dos personagens anteriores que Donnie já fez. 


As vezes funciona outras não, talvez pelo roteiro meio truncado e arrastado. O filme não tem o mesmo ritmo ágil de Flashpoint (2007) por exemplo. Mas em se tratando de cenas de luta, Donnie continua com sua perfeição em cada cena.

Sinopse: Chan (Donnie Yen) um policial disfarçado em uma das gangues do submundo mais cruéis da China. O líder da gangue, Xiong (Collin Chou) tornou como sua prioridade eliminar os infiltrados do governo. Como camaradas disfarçados de Chan desaparecem, um por um, Chan teme que ele será o próximo. Sua verdadeira identidade é conhecida por uma outra força policial com a qual ele tem que colaborar com um caso. 

Special ID (特殊身份, 2013) já abre com uma cena de luta, entre Donnie Yen e Ken Lo. O Muay Thai de Ken Lo contra o Jiu-Jitsu de Donnie Yen. Se bobear o ator Ken Lo deve estar em 9 entre 10 filmes feitos na Ásia, impossível alguém nunca ter visto a cara desse ator. 


A realização desse filme segundo alguns sites foi conturbada, talvez por isso tenha um roteiro inconstante. O diretor Clarence Fok, não tem grande obras em seu currículo e foi chamado meio que as pressas para substituir Tan Bing o diretor original. 

Outro ator que pulou fora foi Vincent Zhao (A Lenda /Su Qi-Er / True Legend, 2010) que originalmente seria o vilão do filme entrando no seu lugar Collin Chou. Outro problema foi o mau aproveitamento de Collin Chou, alguns esperavam uma revanche contra Donnie, já que Collin estava em Flashpoint (2007). O máximo que temos é uma luta curta e sem graça contra a atriz Jing Tian que interpreta a policial chinesa Fang. Rumores dizem que Collin Chou não quiz uma cena longa, porque não queria sua imagem associada a alguém que surra uma mulher tão frágil quanto a atriz Jing Tian.

Falando na atriz Jing Tian, ela manda muito bem em suas cenas coreografadas, sua agilidade e flexibilidade são espantosas. Mas o que incomoda é que o par romântico entre Jing Tian e Donnie Yen nunca se concretiza, muito flerte para absolutamente nada. Nem sua caneca da Hello Kitty num por do sol ajudou. 


Mas é na hora da ação que o filme mostra ao que veio. A cena de perseguição de carros do qual Jing Tian participa já pode ser considerada uma das melhores perseguições de carro de 2013. A cena poderia estar em um filme de James Bond como 007 - O Amanhã Nunca Morre (Tomorrow Never Dies, 1997), a cena lembra os bons momentos de Michelle Yeoh. Estrangulamentos, chave de braço e perna dentro de um carro fazem da cena uma das melhores do ano. O coordenador das cenas de perseguição é Bruce Law, que estará coordenando outro filme de ação que promete "The Raid 2: Berandal". 


A luta final entre Donnie Yen e Andy On (A Lenda /Su Qi-Er / True Legend, 2010) , é violenta e extrema. Mas é inevitável evitar a comparação com Flashpoint (2007) e Comando Final (Saat po long / S.P.L/ Killzone, 2005), que continuam sendo duas obras primas do cinema de artes marciais. 


Special ID (特殊身份, 2013) acabou sendo afetado por problemas externos e roteiro. Mas deixando isso de lado, todos os elementos que aprendemos a gostar nos filmes de Donnie Yen estão lá, cenas de lutas extremas e espetaculares. E a adição da bela Jing Tian, lembra os melhores momentos da série de filmes Police Story com Jackie Chan e Michelle Yeoh ou a época de Donnie na série Perseguição Explosiva (In The Line of Duty 4, 1989). 

 E recado para um crítico mané, que adora destacar que Donnie Yen está envelhecendo, você está assistindo o filme errado seu lugar é lá em bobagens como Man of Tai Chi e 47 Ronin. A velocidade e agilidade de Donnie Yen continuam intactas. E pelo ritmo de trabalhos de Yen, ele não deve desacelerar tão cedo.







Donnie estará na continuação de o Tigre e o Dragão que começa a ser filmado em março de 2014 ao lado da sempre maravilhosa Michelle Yeoh. Sem falar na continuação de S.P.L que pretende reunir num mesmo filme nomes como Tony Jaa, Sammo Hung e Donnie Yen. Não perca Special ID um filme feito por um verdadeiro artista marcial.

Leia também a resenha completa dos filmes:

       

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Divulgadas cenas de bastidores de O Protetor 2 com Jeeja Yanin

Posted by Cândido Augusto on 16:22


Um dos filmes de artes marciais mais aguardados do momento O Protetor 2 (Tom Yum Goong 2) que reunirá a tão esperada parceria entre Tony Jaa e JeeJa Yanin. Revela um pouco mais de seus bastidores. Jeeja Yanin deu declarações onde revelou detalhes de sua personagem (Ping Ping), uma delas é que será bem diferente do que foi feito em Chocolate (2008), pois será muito mais focada, uma personagem que sabe bem o que quer, e como conseguir. 

"Não será apenas Muay Thai, será também mais moderno no combate mão em mão. Lutarei com uma gêmea que é difícil. Tempo e ritmo são muito importante. TYG 2 levou tanto tempo para terminar, porque foram muito meticulosas com as cenas de ação." 

 SINOPESE: Kham (Tony Jaa) tornou-se o suspeito no assassinato de Suchart influente proprietário de um campo de elefantes, que foi morto por três golpes por um especialista em artes marciais, e Kham (Tony Jaa) foi o último visto na cena do crime. Ele precisava fugir das autoridades e da caça das sobrinhas gêmeas do Suchart (Jeeja Yanin e Teerada Kittisiriprasert) Felizmente, ele será ajudado pelo sargento Mark (Petchtai Wongkamlao).


segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Grande Mestre - A Batalha Final (Ip Man - The Final Fight, 2013)

Posted by Cândido Augusto on 16:22


E chegamos ao final da saga do lendário mestre chinês Yip Man, se considerarmos como uma cronologia iniciada com o filme O Grande Mestre (Ip Man, 2008) em que Donnie Yen deu um show de lutas impressionantes e extremamente bem coreografadas, e sua continuação O Grande Mestre 2 (Ip Man 2, 2010) também com Donnie Yen. Já o digamos "terceiro" filme, que não faz parte direta, já que pertence a outro diretor e elenco,  foi um banho de água fria O Grande Mestre - Nasce Uma Lenda (Ip Man - The Legend Is Born, 2010), mesmo tendo algumas boas lutas e com a presença em cena de Ip Chun, filho mais velho de Yip Man, não chegou nem perto do que foi feito antes.

Chegamos agora em O Grande Mestre - A Batalha Final (Ip Man - The Final Fight, 2013), pode até parecer exagero, mas este filme acaba se tornando o melhor deles. Sobe o ponto de vista de uma biografia cinematográfica sobre a pessoa Yip Man este é o melhor filme até agora. Em grande parte se deve a presença do grande ator veterano Antony Wong que realmente fez valer seu treinamento de um ano em Wing Chun. 

O filme teve também que enfrentar um concorrente The Grandmaster (2012), onde o ator Tony Leung interpretou Ip Man, que ainda tinha a seu favor coreografias de lutas feitas por ninguém menos que Yuen Woo-ping. E contava com participação da estrela Zhang Ziyi. Mas amigos leitores The Grandmaster (2012), já abre o filme com uma luta decepcionante cheia de cortes bruscos, e filmado de ângulos fechados. 

The Grandmaster  passa longe de ser uma biografia, com algumas cenas esteticamente bonitas, mas a presença da atriz Zhang Ziyi ofusca todo o restante do filme, onde as melhores cenas de luta são justamente da atriz, que lembra em alguns momentos toda a ferocidade de sua personagem em O Tigre e o Dragão (2000). E acabam deixando o foco sobre o mestre Yip Man em segundo plano. The Grandmaster (2012) acabou se tornado um passatempo rápido e pretensioso do diretor Wong Kar-Wai que planejava esse filme a mais de 10 anos, muito antes do diretor Wilson Yip iniciar seu projeto com Donnie Yen. 

Enquanto isso o diretor Herman Yau que dirigiu o "terceiro" filme sobre Yip Man conseguiu criar o capítulo final da saga em grande estilo. Mas vamos direto a pergunta que não quer calar?. Sim amigos leitores há dois momentos com Bruce Lee, mas que vão causar ódio e revolta em muitos. Além de terem escolhido alguém que não lembra em nada Bruce Lee, na cena final Bruce é retratado com um deslumbrado hollywoodiano que só quer fama. Se a intenção era mostrar que mestre Yip apenas queria viver sua vida humilde e modesta, não era necessário difamar uma personalidade para enaltecer outra. Ou será que existiria filme sobre Yip Man se Bruce Lee não tivesse chegado onde chegou?. 


Polêmicas cinematográficas a parte, Ip Man com Antony Wong retrata perfeitamente os últimos anos de vida de mestre Yip, a visão de Hong Kong nos anos cinqüenta e sessenta é detalhista. Claro que temos os momentos pancadaria, e são muito bem filmados do jeito certo com ângulos abertos e sem cortes. Antony Wong com seus 51 anos não deixa a desejar em nenhuma cena, mas é na luta com o ator Eric Tsang que interpreta o mestre Ng Chung que podemos ver o excelente trabalho de filmagem, apesar de curta ela é o ponto alto do filme. Se não me engano na biografia real Ng Chung foi professor de Yip até os 16 anos. Bom licenças poéticas nenhum filme escapa. 


 A abordagem do personagem Yip Man, é muito bem conduzida, aspectos como questões sociais, e os pensamentos sobre valores como respeito e humanidade, são postos em cena. Graças a interpretação de Antony Wong que consegue passar paz interior e sabedoria esta representação de Yip Man consegue ser a melhor até agora. A luta final entre Yip Man e o vilão Hung Yan-yan (Dragon) na cidade murada durante a passagem do furacão Typhoon Wanda em 1962, também merece destaque. 

Outra destaque no filme é da atriz Luxia Jiang, cada vez mais constante sua presença em filmes de artes marciais ela é campeã chinesa de wushu e uma das finalistas do reality show The Disciple, que Jackie Chan produziu em 2008. Ela já teve filme próprio que foi comentado aqui no blog Coweb (2009), apesar dessa chinesa lutar de uma forma bem rápida, suas cenas de lutas continuam sendo mal aproveitadas, tudo bem que seu carisma é o mesmo de uma pedra, mas aqui ele teve espaço para atuar de uma forma mais dramática, e se saiu bem. 


 Outros destaques ficam por conta das atrizes Gillian Chung conhecida por aqui pelos filmes como The Twins Effect (2003), The Twins Effect II (2004), e pela estrela Anita Yuen conhecida pelo filme Thunderbolt - Ação Sobre Rodas (1995) onde atuou com Jackie Chan e interpreta a esposa de Ip Man. 

 E lógico não podemos deixar de citar que Ip Chun, filho mais velho de Yip Man aparece novamente. São tantas versões e biografias sobre mestre Yip e outras que estão sendo planejadas, até mesmo já li que planejam um musical??!!..que talvez Ip Chun vire o Stan Lee asiático aparecendo em todos os filmes. 


O Grande Mestre - A Batalha Final (Ip Man - The Final Fight, 2013) merece ser visto o ator Antony Wong deu um show a parte, e o diretor Herman Yau conseguiu mostrar os últimos dias de Yip Man com maestria. Mesmo com a cena que eu considero difamação sobre Bruce Lee, mais mesmo assim, um grande filme. Confira a premier mundial e os bastidores:






  • RSS
  • Delicious
  • Digg
  • Facebook
  • Twitter
  • Linkedin

Search Site